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TPM nunca mais: ação da progesterona

Publicado por 
novaescola
Objetivo(s) 

Fixar conhecimento em fisiologia humana e química orgânica

Conteúdo(s) 

 

 

Ano(s) 
Material necessário 
Desenvolvimento 
1ª etapa 

 Introdução

A reportagem de VEJA revela como os anticoncepcionais de longa duração ganharam a confiança e a aceitação do público feminino para evitar os transtornos da menstruação. O uso desses recursos é indicado somente após um mínimo de cinco anos da menarca, para dar tempo às transformações hormonais da fase de desenvolvimento da mulher. A função central desses medicamentos é desempenhada pelos hormônios estrógeno e progesterona, também fabricados nos ovários. Ajude a turma a compreender como tais substâncias agem sobre o organismo, estruturando um projeto de estudo de Química Orgânica.

Para seus alunos

Ilustrações Jardim
Ilustrações Jardim

Ação contraceptiva
Os hormônios do anticoncepcional atingem o hipotálamo no cérebro e bloqueiam a produção dos hormônios sexuais pela hipófise. Isso impede a ovulação. Caso um óvulo seja liberado (imagem), o revestimento uterino - endométrio - se altera, evitando a fixação daquela célula. Ao mesmo tempo, o muco uterino torna-se mais espesso, obstruindo a passagem de esperma.

Leia a reportagem com os estudantes e destaque a ação dos produtos mais comuns para eliminar a menstruação. Explique o papel dos hormônios: são mensageiros químicos produzidos nas glândulas endócrinas. Essas substâncias têm como função biológica estimular ou inibir a atividade metabólica em outros tecidos ou órgãos. Os hormônios variam quimicamente desde as mais simples estruturas até as proteínas complexas. A etimologia pode auxiliar a turma a entender como age a progesterona, o hormônio a favor da gestação (pró = favorável; gester = derivado de gestação; e ona = termo que indica hormônio). Ele é produzido principalmente no ovário e tem pouca influência no desenvolvimento dos caracteres sexuais femininos. Sua função relaciona-se, em especial, à preparação do útero para a aceitação do óvulo fecundado, bem como com a preparação das mamas para a secreção do leite, aumentando a atividade secretora das glândulas mamárias.

Distribua para os alunos os quadros "Ação Contraceptiva" (acima) e "Combinação de Hormônios" (abaixo). Examine, num primeiro momento, o gráfico que indica a variação da concentração de estradiol e progesterona. Ressalte que, na recepção do embrião, a progesterona aumenta a atividade de células que revestem a parede uterina. Assim, ocorre o espessamento e a intensa irrigação - por vasos sanguíneos - do endométrio. Esse hormônio ainda estimula o surgimento de um número bastante elevado de glândulas produtoras de glicogênio (uma forma de armazenar glicose). Por fim, ele inibe as contrações uterinas, impedindo a expulsão do embrião ou do feto em desenvolvimento. Analise, depois, a ação dos anticoncepcionais exibidos no quadro abaixo.

 

2ª etapa 

Lembre que a biossíntese da progesterona se dá a partir do colesterol, segundo a seqüência esquemática: Colesterol 20α , 22β - di-hidroxi-colesterol pregnenolona progesterona.

Observe, então, a fórmula estrutural da progesterona abaixo do gráfico do quadro abaixo. Sugira que a turma pesquise outras estruturas de hormônios esteróides, como a testosterona, o cortisol (ambos têm cadeias muito semelhantes à da progesterona) e o estradiol. Verifique se todos percebem que se trata de cadeias carbônicas cíclicas e peça que assinalem as diferenças entre suas fórmulas.

Depois, comente algumas propriedades dos esteróides. Explique que eles são substâncias solúveis em gordura (lipossolúveis) e apresentam uma estrutura básica de quatro anéis ligados entre si. Os esteróides estão presentes nos organismos animais e incluem os hormônios sexuais, a vitamina D e o colesterol, entre outros.

Os esteróides anabólicos (ou anabolizantes) são derivados do hormônio masculino testosterona. Eles provocam a deposição de proteína nos tecidos e, por esse motivo, já foram utilizados para facilitar a convalescença. Em razão das propriedades de fortalecimento e crescimento muscular que tais substâncias oferecem, os atletas muitas vezes são tentados a usá-las, mas existem efeitos colaterais indesejáveis - danos ao fígado, por exemplo. Até mesmo o comportamento emocional fica em risco, pois grandes quantidades podem levar a surtos de comportamento agressivo.

Quimicamente, tais substâncias são consideradas lipídios de cadeia complexa. Derivam da molécula de colesterol (são bastante semelhantes a ela). Além de componentes das membranas animais, funcionam como hormônios importantes no metabolismo.

Ainda em relação ao colesterol, vale recordar sua função na estrutura das membranas celulares e seu papel como reagente de partida para a biossíntese de vários hormônios (cortisol, aldosterona, testosterona, progesterona etc.), dos sais biliares e da vitamina D.

O colesterol é o primeiro estágio para a fabricação dos hormônios sexuais masculinos e femininos.

3ª etapa 

Depois de deixar bem claras as características já mencionadas - e dirimir eventuais dúvidas remanescentes -, proponha um trabalho conjunto com o professor de Biologia com o objetivo de mapear as glândulas e seus hormônios. Essa atividade deve incluir as funções de cada um e as terapias para suas deficiências ou excessos. As estruturas químicas e as sínteses dos hormônios naturais ou sintéticos devem ser investigadas e, desse momento em diante, tornam-se a base para o estudo de Química Orgânica (princípios fundamentais, nomenclatura, funções orgânicas, reações e isomeria).

Para finalizar, sugira que os adolescentes apresentem seus estudos na forma de esquemas, cartazes ou recursos de multimídia. Cada etapa do projeto deve ser revista e avaliada de modo processual e contínua.

 

Para seus alunos

Combinação de hormônios 
Os gráficos abaixo mostram a evolução das concentrações dos hormônios estradiol (ou estrógeno) e progesterona durante o ciclo menstrual e sua relação com o espessamento do endométrio (o revestimento uterino). As três fases - folicular, ovulatória e lútea - são reguladas pela interação entre os hormônios foliculoestimulante e luteinizante produzidos pela hipófise e os dois primeiros, originários dos ovários.

A progesterona por dentro 
O primeiro desenho representa a molécula de progesterona (C21 H30 O2). As esferas são átomos: carbono (amarelo), hidrogênio (verde) e oxigênio. Produzida nos ovários e testículos, a substância possui variantes sintéticas usadas como contraceptivos orais. Na fórmula estrutural, as setas indicam ligações com hidrogênio.

 

Autor Nova Escola
Créditos:
Claudia Bortolato
Formação:
Mestra em Físico-Química pela Unicamp, de Campinas (SP)

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