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Proporcionando critérios para a montagem de um prato saudável

Publicado por 
novaescola
Objetivo(s) 
  • Conceituar o Índice de Massa Corporal (IMC).
  • Diferenciar alimento de nutriente.
  • Identificar nutrientes.
  • Proporcionar critérios para a montagem de um prato saudável
Conteúdo(s) 

 

  • Alimentação saudável
  • Teor nutritivo e composição dos alimentos




 

 


 

Ano(s) 
Tempo estimado 
Duas aulas
Material necessário 
  • Lápis, caderno ou folha sulfite
  • Computadores com acesso à internet
Desenvolvimento 
1ª etapa 

Introdução

Para manter o funcionamento de seu organismo, todo ser vivo precisa de um ambiente para viver, respirar e se alimentar. E o que parecia ser trivial para a existência humana tem se tornado um problema. Comer é fundamental para a sobrevivência. E comer bem e corretamente é essencial para uma boa qualidade de vida. Quantas vezes nós negligenciamos os conselhos de nossos pais e avós sobre comermos mais frutas e verduras? Ainda hoje, no século 21, as crianças têm dificuldade em comer esses gêneros alimentícios, enquanto batata frita, salgadinhos, doces e chocolates são campeões de preferência. A gordura, apesar de prejudicial à saúde, é prazerosa ao paladar. Um bom pão na chapa faz a alegria de milhões de brasileiros todas as manhãs. Um chocolate depois do almoço, então, faz maravilhas. Onde está o problema? Na falta de conscientização sobre o que é uma alimentação saudável.

Diversos estudos têm provado que a restrição calórica não é suficiente para melhorar os padrões fisiológicos do desenvolvimento. Ou seja, o certo não é simplesmente comer pouco - comer em quantidades muito pequenas pode causar déficit de nutrientes e, para muita gente, até mesmo depressão. Também é preciso cautela para não diminuir a quantidade de nutrientes necessária ao bom funcionamento do nosso corpo. Nutrientes, aliás, são substâncias químicas contidas nos alimentos e incorporadas pelo organismo. Por exemplo, o arroz tem grande quantidade de carboidrato e a carne, de proteínas. Portanto, ao restringirmos um alimento de nossa dieta, precisamos saber o que exatamente temos de diminuir.

Os macronutrientes são aqueles de que precisamos em maior quantidade e os micronutrientes são aqueles que, em pequenas doses, já surtem efeito fisiológico no nosso corpo. Carboidratos, proteínas e gorduras fazem parte do primeiro grupo, enquanto vitaminas e sais minerais estão no segundo grupo. Há pessoas que passam muito tempo sem tomar suco de laranja e, quando resolvem optar por ele, tomam logo dois ou mais copos para compensar. Contudo, o excesso de vitamina C é eliminado pela urina, uma vez que precisamos de baixas concentrações desse nutriente no corpo. Além dessa compensação equivocada, outro problema se origina no fato de que muitas pessoas fazem refeições fora de casa, particularmente o almoço.

O ideal é pensar sempre nos nutrientes de que o corpo precisa, mesmo nos restaurantes, e não apenas no prazer que sentimos no ato de comer. É importante escolher alimentos que contenham substâncias que fornecem energia para o corpo. Teoricamente, o principal nutriente energético é o carboidrato. Porém, é mais saudável optar por carboidratos de vegetais crus a porções de arroz, massas e pães. Isso porque os vegetais crus têm uma quantidade maior de nutrientes preservada. O cozimento, ao contrário, favorece certas reações que degradam os nutrientes.

O principal carboidrato para a alimentação humana é a glicose, fabricada por qualquer vegetal durante a fotossíntese. Portanto, qualquer alimento de origem vegetal favorece esse nutriente fundamental. Vitaminas e sais minerais também são extraídos de vegetais. Já a principal fonte de proteína são os alimentos de origem animal, como carnes, leite e ovos. Contudo, a gordura animal deve ser evitada, pois aumenta as taxas do chamado colesterol ruim. É recomendável dar preferência a gorduras líquidas, azeite de oliva e sementes como o amendoim, por exemplo.
O objetivo do plano de aula a seguir é justamente discutir alimentação saudável com os alunos.

Questione os alunos sobre o que eles já sabem a respeito dos nutrientes. Ao longo da conversa, ajude-os a estabelecer a diferença entre nutrientes e alimentos. Comente ainda o fato de que, em geral, as pessoas pautam suas refeições pelos alimentos e não pelos nutrientes. Em seguida, apresente o Índice de Massa Corporal (IMC), contando que ele é usado como um dos principais indicadores de obesidade e é obtido por meio da divisão do peso de uma pessoa por sua altura ao quadrado. Peça que os alunos acessem esses links, calculem o IMC uns dos outros e conversem sobre os resultados.
Em seguida, apresente um esquema com os alimentos que precisam ser consumidos em maiores e menores quantidades. Neste momento, você pode propor reflexões como: "Quais desses alimentos estão presentes em nossa alimentação?", "Em que porções?", "A quantidade que ingerimos é adequada?"
Questões como essas também podem ser levantadas a partir da discussão sobre as cores das comidas e os alimentos recomendados pela ciência para a manutenção da saúde. É possível discutir ainda os efeitos de um boa alimentação sobre as informações genéticas. Se julgar necessário, distribua cópias dos textos sugeridos acima para que os alunos possam ler e discutir em grupos.
 

2ª etapa 

Sugira que os alunos montem uma tabela com os alimentos que eles ingerem ao longo de uma semana, como mostra o modelo abaixo

Tabela


Oriente a turma a acrescentar no espaço de observações os alimentos ingeridos nos intervalos entre as refeições, como balas, chocolates e salgadinhos. Ao final da semana de coleta de dados, discutam a qualidade da alimentação do grupo e o que ainda falta melhorar para que todos garantam a quantidade de nutrientes necessária ao bom funcionamento do organismo.

Procure identificar possíveis mudanças nos hábitos alimentares dos alunos. E escolha uma destas atividades como exercício final:

  1.   Peça que a turma elabore uma dieta ideal, que contemple todos os nutrientes ao longo das refeições de um dia.
  2.   Sugira a comparação dos cardápios de lanchonetes fast food com o cardápio de uma alimentação considerada saudável.
  3.  Promova uma campanha de conscientização na escola, a partir da produção de cartazes e folhetos sobre o que é alimentação saudável. 



 

 
Avaliação 

No decorrer das aulas e com o exercício final, avalie se os alunos repensaram os próprios hábitos alimentares e se conseguem pensar em uma dieta mais saudável, identificando os nutrientes presentes nos alimentos.

Créditos:
Marcos D. Muhlpointner
Formação:
Biólogo e professor de Ciências dos Colégios Renascença e Bialik em São Paulo
Autor Nova Escola

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