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Probabilidade: a sorte está lançada

Publicado por 
novaescola
Objetivo(s) 

- Calcular a probabilidade de par e ímpar em um jogo de dados.
- Representar na forma de razão e porcentual a chance de ocorrência de um evento.

Ano(s) 
Tempo estimado 
Cinco aulas.
Material necessário 

Dois dados para cada dupla formada na classe.

Desenvolvimento 
1ª etapa 

Divida os alunos em duplas, distribua os dados e proponha que joguem. Explique que, antes de iniciar, cada dupla tem de decidir quem será par e quem será ímpar. Para começar, os dados devem ser lançados juntos. Depois, basta multiplicar os pontos da face superior de cada um. Se o produto for par, ponto para o jogador par. Se for ímpar, ponto para o oponente. O jogo termina após dez lançamentos e vence quem fizer o maior número de pontos. As duplas devem registrar os resultados em uma tabela como esta:

matemática probabilidade

Proponha a realização do jogo por três rodadas e observe atentamente as reações dos estudantes conforme as rodadas avancem, pois a turma pode estranhar a repetição de resultados.

2ª etapa 

Discuta com a moçada qual dos resultados mais apareceu. Provavelmente os alunos dirão "par". Questione o motivo. É provável que, num primeiro momento, o grupo descreva as possibilidades utilizando os registros da tabela. Incentive todos a generalizar as possibilidades de resultados da multiplicação da face superior dos dois dados. Por exemplo: "A multiplicação de um número par por um par resulta em um par". Registre no quadro, usando um diagrama ou um esquema conhecido como a árvore das possibilidades, a combinação dos possíveis resultados, como os exemplos:

matemática probabilidade

Explique que conhecendo todas as possibilidades de resultados, é possível pensar na chance que o resultado par ou ímpar tem de vencer, comparando o número de possibilidades favoráveis em relação ao número de possibilidades.
 

3ª etapa 

Questione a moçada sobre a chance que o aluno que escolher ímpar tem de vencer. Observe os registros e verifique se há duplas que fizeram a anotação na forma de razão ou porcentual. É esperado que os estudantes concluam que quem escolheu par tem 3 chances em 4 e quem escolheu ímpar só tem 1 em 4. Caso não apareçam registros de natureza diferentes, promova uma análise de questões. Por exemplo: "Como registrar, utilizando uma razão, a chance de vencer quem escolheu par e de quem escolheu ímpar? Qual a forma percentual desses registros?" Nesse caso, é esperado que os alunos reconheçam que podemos representar esses resultados pela razão (par: 3/4 e ímpar: 1/4) e que os registros porcentuais que equivalem a essas razões são, respectivamente, 75 e 25%. Ou seja, a chance de o par vencer é maior do que a do ímpar. Explique que muitas vezes nos deparamos com situações que possibilitam diferentes resultados e precisamos saber qual é a chance de um desses resultados se realizar ou não e que o campo da Matemática que se dedica a esse estudo é chamado probabilidade.

Avaliação 

Proponha outros desafios, como "Uma dupla disse que a probabilidade de sair o número 6 ao jogar um dado é igual à de não sair. Essa ideia faz sentido?"

Flexibilização 

Nesta sequência é importante que o aluno com deficiência intelectual exercite atividades do campo multiplicativo e classifique os resultados entre números pares e ímpares. O trabalho em duplas ou em pequenos grupos é importante, assim como ampliar o tempo para a realização de cada uma das etapas. A relação de porcentagem pode ser abordada adiante, de acordo com o desenvolvimento do aluno. Proponha atividades complementares de multiplicação e jogos de dados para que ele pratique no contraturno, sob orientação do responsável pelo Atendimento Educacional Especializado.

Deficiências 
Intelectual
Autor Nova Escola
Créditos:
Andréia Silva Brito
Formação:
Professora da EEEFM Carlos Drumond de Andrade, em Presidente Médici, RO.

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