Aqui você pode pesquisar e adaptar planos já existentes

 


Pontos cardeais: orientação, lugar e paisagens

Publicado por 
novaescola
Objetivo(s) 

- Ampliar as noções de referência espacial.
- Utilizar, no seu cotidiano e em mapas, os referenciais espaciais de localização e orientação.
- Representar os lugares onde vive e se relaciona.

Conteúdo(s) 

- Orientação pelo Sol.
- Pontos cardeais e colaterais.

Ano(s) 
Tempo estimado 
Seis a oito aulas.
Material necessário 

Caderno de anotações, régua, papel e lápis.
Laboratório de informática com acesso a internet ou mapa do bairro e da cidade.

Desenvolvimento 
1ª etapa 

Comece fazendo perguntas e peça que seus alunos registrem as respostas no caderno: como o Sol afeta cada um de vocês no trajeto de casa para a escola? Ele "bate" de que lado de seu corpo quando você se desloca (a pé, de carro ou de ônibus) nesse caminho? Em quais partes da sua casa tem Sol pela manhã? E à tarde? O Sol incide sobre a sala de aula enquanto estamos na escola? Em que horários? Solicite que nos próximos dias eles façam no caderno um diário das posições do Sol, anotando onde ele está quando acordam, quando vão para a escola e quando voltam para casa. Peça também que após as observações desenhem o trajeto de casa à escola ou vice-versa.

2ª etapa 

Explique que o Sol surge todos os dias, não necessariamente no mesmo lugar, mas no mesmo lado da Terra e que este lado do planeta foi denominado desde a antiguidade de leste ou nascente. Informe também que o Sol se põe ou desaparece, também não exatamente no mesmo lugar, mas no mesmo lado da Terra e que este lado é chamado de oeste ou poente. Explique que tais nomes foram criados na antiguidade quando o homem pensava que o Sol girava em torno da Terra. Com base nos conhecimentos que os alunos obtiveram em suas observações ajude-os a identificar o leste. Solicite então que se levantem e fiquem de frente para a parede identificada como o lado leste e lembre que do lado contrário estará o lado oeste, do lado direito estará o sul e do lado esquerdo, o norte. Agora peça que apontem o braço direito para o lado leste e digam de que lado fica o oeste (do lado esquerdo), o norte (à frente) e o sul (nas costas). 

Peça que todos saiam da posição, troquem de lugar e depois repita a atividade, pedindo agora que os alunos se posicionem de costas para o leste. Ajude-os a identificar as demais direções. Fazendo esses diferentes exercícios eles começarão a compreender que há várias possibilidades de utilizar o próprio corpo para se orientar no espaço.

3ª etapa 

Informe que eles vão aprender a se orientar geograficamente em seus deslocamentos após entender os movimentos do Sol. Desenhe a rosa dos ventos no chão da sala e apresente os pontos cardeais e colaterais. Explique que os nomes dos pontos cardeais foram criados pelos homens para demarcar suas posições e deslocamentos no espaço, especialmente quando precisavam percorrer longas distâncias. Relembre que apesar do nome eles indicam todo um lado da Terra e não um ponto específico. 

Proponha um jogo em que a turma se desloque pela sala. Um aluno dá o comando, o outro segue e depois troca (por exemplo: Miguel vá para o leste, João siga para sudeste, Pedro vá para Noroeste). Para facilitar o trabalho desenhe uma rosa dos ventos no chão do centro da sala de aula (lembre-se de fazer o desenho tendo como referência a posição real da sala em relação ao Sol e não simplesmente reproduzindo o desenho tal como ele aparece nos livros didáticos).

4ª etapa 

Oriente os alunos a fazer o desenho de sua sala de aula e a produzir sua própria rosa dos ventos, colocá-la sobre seu desenho e utilizá-la para indicar sua posição, a dos colegas e de outros referenciais.

5ª etapa 

Peça que as crianças contem para os demais o que observaram com relação à posição do Sol em seus caminhos. Informe que agora eles aplicarão esses conhecimentos aos mapas. 

Leve a turma para o pátio e peça que observe a posição do Sol e a localização de espaços como a quadra, a cozinha e o banheiro. Peça que olhem ao redor destacando o que fica em cada lado (norte, sul, leste e oeste) e depois que se desloquem em direção ao sul, até o ponto mais distante do pátio. Chegando ao extremo sul do pátio, oriente-os a ficar de frente para o norte, a anotar em sua folha as direções cardeais e colaterais e a desenhar o que estão vendo. 

Explique que atualmente a maioria dos mapas utiliza o norte como referência (ou seja, apresentam na parte superior do papel os lugares e paisagens que ficam ao norte) porque se trata de uma convenção (ou regra) estabelecida pelos cartógrafos. Mostre a eles alguns mapas que ilustram essa afirmação (mapa-múndi, mapa do Brasil, mapa do Estado etc). Informe também que, embora seja uma convenção adotada atualmente, não há erro em utilizar outras referências para desenhar os mapas. Isso inclusive já foi feito no passado. 

Você pode encontrar exemplos de mapas antigos no site do Laboratório de Cartografia Tátil e Escolar (Labtate) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e também no site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Avaliação 

Leve a classe ao laboratório de informática para explorar o mapa ou a imagem de satélite dos bairros em que residem. Um dos sites que você pode utilizar é o Google Maps. 

Se os alunos não souberem o que é uma imagem de satélite e como utilizá-la para fazer mapas, você pode utilizar uma animação contida no site da UFSC

Ajude-os a localizar sua cidade e seu bairro no mapa. Informe que este mapa (e imagem) está orientado a partir do norte e pergunte onde está o leste. Com base nessas informações os alunos deverão posicionar seu mapa (do trajeto casa-escola) com o do site (caso não os tenha produzido orientados para o norte) e compará-los procurando responder questões como: Em que direção você se desloca para ir da sua casa até a escola? Qual é a posição geográfica da escola em relação ao bairro ou à cidade? 

Caso não tenha acesso à internet na escola, realize a mesma atividade utilizando um mapa (como aqueles disponíveis nas listas telefônicas) ou obtenha o mapa do bairro, da cidade ou fotografias aéreas nos órgãos públicos locais. 

Analise o itinerário feito pelos alunos e confira as informações contidas em cada um.

 

Bibliografia
ALMEIDA, R.D. & PASSINI, E.Y. O Espaço Geográfico: Ensino e Representação. São Paulo: Contexto, 1994.
SIMIELLI, M. E. R. O Mapa Como Meio de Comunicação e a Alfabetização Cartográfica. In: ALMEIDA, R. D. de. Cartografia escolar. 2 ed., São Paulo: Contexto, 2008, p. 71-94.
SIMIELLI, M. E. R. Cartografia no ensino fundamental e médio. In : CARLOS, Ana F. A. (org.). A geografia na sala de aula. São Paulo : Contexto, 1999, p.92-108. (Coleção Repensando o Ensino).
Oficina Pedagógica: Orientação pelo mapa. Autoria de BARROS, ARCHELA e GOMES. Disponível em: http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/geografia/article/view/6778.
Site do Centro de Divulgação Científica e Cultural da Universidade de São Paulo (CDCC-USP). Disponível em: http://www.cdcc.usp.br/cda/ensino-fundamental-astronomia/parte1a.html#parte-1a.



 

Flexibilização 

Uma conversa com os pais ou responsáveis por levar o aluno com deficiência intelectual à escola pode ser útil para que ele atente para a incidência do sol em diferentes momentos do dia. Se necessário, antecipe algumas etapas para que o seu aluno se familiarize com a proposta e repita algumas das atividades desta sequência, como a localização dos pontos cardeais tomando como base a posição do próprio corpo. É importante que o seu aluno compreenda que norte-sul, leste-oeste indicam direções opostas. Mostrar os pontos cardeais em mapas, no Google Maps ou mesmo marca-los com cartazes fixados na sala de aula são boas sugestões para ajudar na aprendizagem da criança com deficiência intelectual. O trabalho em duplas no jogo da rosa dos ventos, por exemplo, também contribui para o desenvolvimento do aluno. Explore materiais que tornem os pontos cardeais mais palpáveis para o aluno e próximos de seu cotidiano - as crianças com deficiência intelectual costumam ter mais dificuldade para compreender ideias abstratas. No contraturno, conte com a ajuda do Atendimento Educacional Especializado (AEE) para desenvolver outras habilidades importantes para o desenvolvimento do aluno, como a coordenação motora e a comunicação.

Deficiências 
Intelectual
Créditos:
Loçandra Borges de Moraes
Formação:
Professora do curso de Geografia da Universidade Estadual de Goiás
Autor Nova Escola

COMPARTILHAR

Alguma dúvida? Clique aqui.