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Olhares sobre a Revolução Francesa: análise iconográfica e sociedade estamental

Publicado por 
novaescola
Objetivo(s) 

- Interpretar e analisar recursos de diferentes naturezas e fontes de informação e compreendê-los como instrumentos para a construção do conhecimento.
- Perceber a centralidade do contexto histórico pré-revolucionário francês como catalizador da revolução.
- Compreender a cidadania como resultado da participação social e política.

Ano(s) 
Tempo estimado 
Quatro aulas
Material necessário 

- Reproduções de quadros do período Rococó ("O balanço" de Honoré de Fragonard e "Madame de Pompadour" de La Tour) e das charges sobre o período que satirizavam a sociedade estamental (transparências e/ou power-point).
- Trechos da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (distribuídos em cópias).
Cola, tesoura, revistas, jornais e canetas coloridas.

Desenvolvimento 
1ª etapa 

Introdução 
A Revolução Francesa é um símbolo da luta por justiça e igualdade. Num contexto eurocêntrico, marca o início da Idade Contemporânea (construção essencialmente européia), mas também contribui para enriquecer a compreensão da cidadania como resultado da ativa participação popular e como cada pessoa é agente transformador do mundo e não mero espectador.

Utilizar fontes iconográficas para conhecer esse importante momento histórico para educandos que vivem numa sociedade extremamente imagética representa, portanto, mais um recurso facilitador para a construção do conhecimento.

Inicie a aula projetando uma seqüência de imagens de obras de arte que retratam o período. Coletivamente, levante com os alunos as características e sensações passadas pelos quadros rococós ( "O Balanço" e "Madame de Pompadour"). Pergunte a eles que pessoas seriam aquelas, se estariam tristes ou felizes, que tipo de roupas usavam, a qual classe social pertenceriam e por que.

Em seguida faça perguntas de natureza semelhante para as charges questionando junto ao grupo se perceberam alguma crítica contida nas mesmas. Aqui o professor poderá projetar uma charge atual (como as do cartunista Angeli) com forte apelo crítico e conversar com os alunos sobre a importância desse instrumento ao longo da história. Comente com eles que no século XVIII as imagens possuíam uma função comunicativa central, pois a maioria da população não era letrada e os livros, periódicos, entre outros, tinham um alcance reduzido. Pinturas, esculturas e charges eram utilizadas por diferentes grupos para influenciar e mobilizar as pessoas.

A identificação das contradições sociais é o ponto central dessa aula. Explique como a sociedade francesa estava organizada de forma estamental. Termine esse primeiro momento esclarecendo as dúvidas que surgirem e proponha aos alunos (divididos em grupo) a construção de um painel com imagens representativas das divisões sociais da sociedade atual. Peça que o tragam como tarefa (esta poderá ser utilizada como um rico instrumento avaliativo).

2ª etapa 

Momento da sistematização. Apresente aos alunos um panorama da França pré-revolucionária relacionando-o à aula anterior e como a fome e a miséria do povo francês contrastava com o luxo e opulência da nobreza e do clero.

Se possível, projete também imagens da queda da Bastilha e da participação popular. Algumas imagens destacam, inclusive, a participação feminina no processo revolucionário, assunto que poderá render um bom debate na aula.

O professor poderá estender, nesse momento, a sistematização da revolução caracterizando suas fases. Distribua aos alunos trechos da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, destacando seus limites para as transformações desejadas pelo povo (mesmos direitos, mas não as mesmas oportunidades), reforçando as contradições observadas durante o processo entre os vários segmentos integrantes do povo e burguesia. Escolha trechos da obra A Era das Revoluções do historiador Eric Hobsbawm para ampliar essa discussão.

3ª etapa 

Distribua os alunos em grupos para que estes façam um painel (em papel Kraft ou cartolina) com imagens que representem as contradições da sociedade contemporânea. Peça para que comentem sobre essa experiência e expliquem aos colegas o significado das imagens.

Nesse momento o professor poderá aplicar uma avaliação dissertativa que contenha os recursos utilizados durante as aulas como análise de imagens e textos do período abordado.

 

Quer saber mais?

BIBLIOGRAFIA
Hobsbawm, Eric. A Era das Revoluções: Europa 1789-1848, A. São Paulo. Paz e Terra.
Hobsbawm, Eric. A Revolução Francesa. São Paulo. Paz e Terra.
Lefebvre, Georges. O Surgimento da Revolução Francesa. São Paulo. Paz e Terra

FILMOGRAFIA
Casa Nova e a Revolução (1982) de Ettore Scola
Danton, O Processo da Revolução (1982) de Andrzej Wajda. 

 

Autor Nova Escola
Créditos:
Álvaro Giansanti
Formação:
Professor de História e diretor da Escola Pueri Domos em São Paulo.

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