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O inverno provoca doenças respiratórias?

Publicado por 
novaescola
Objetivo(s) 
  • Conhecer e discriminar as doenças respiratórias sazonais;
  • Diferenciar viroses de alergias;
  • Reconhecer os componentes ambientais importantes na produção das doenças.
Conteúdo(s) 
  • Doenças relacionadas ao aparelho respiratório;
  • Diagnóstico e tratamento de doenças alérgicas.

 

Ano(s) 
Tempo estimado 
1 aula
Material necessário 

Este plano de aula está ligado à seguinte reportagem de VEJA:

Desenvolvimento 
1ª etapa 

Inicie a aula contando aos alunos que eles aprenderão quais são as principais doenças que afetam o sistema respiratório - e vão investigar se esses problemas têm alguma relação com o tempo frio. Diga a eles que será uma boa oportunidade de desfazer alguns mitos e mal entendidos sobre o assunto.

 

Pergunte aos jovens: quais doenças respiratórias são agravadas pelo inverno? Com base nas respostas, faça uma lista no quadro. É provável que apareçam os termos gripe, pneumonia, resfriado, faringite, laringite, bronquite, asma e rinite.


Explique à turma que a chave para entender a relação do inverno com as doenças listadas é descobrir qual a causa de cada uma delas. Conte que, grosso modo, elas se dividem em dois grupos: as viroses e as alergias. Ambas têm aumento de incidência no inverno, mas por motivos diferentes. O objetivo da aula é descobrir quais são.

 

Para estimular a discussão, distribua cópias da reportagem de Veja para os alunos, pedindo que façam uma leitura silenciosa. O texto fala sobre formas de amenizar os sintomas das doenças respiratórias - cabe a você ajudar a turma a compreender melhor as causas.

 

Uma opção é começar abordando as viroses - as mais comuns são gripes e resfriados. Elas são causadas pelos chamados organismos infectantes, no caso, vírus - o da influenza para a gripe e os rinovírus e outros para os resfriados. Com base nas respostas, esclareça que gripe é uma doença mais grave, causada pelo vírus influenza. Já o resfriado pode ser causado por mais de um vírus (sendo o chamado rinovírus o mais comum). Conte que o resfriado é um problema bem mais comum e não ameaça gravemente a saúde dos indivíduos. Em seguida, construa com os alunos um quadro comparativo das duas viroses, para mostrar o grau de gravidade de cada uma e os sintomas:

 

tabela comparativa das diferenças entre gripes e resfriados

Pergunte aos estudantes: de que forma o frio interfere na ocorrência de gripes e resfriados? A culpa é das baixas temperaturas? Depois de ouvir as opiniões, informe que o virologista americano Jack Gwaltney, um dos maiores especialistas em resfriado do mundo, realizou alguns estudos sobre o assunto. Em um deles, voluntários foram inoculados com vírus que causam resfriado. Metade permaneceu mais de uma hora dentro de uma geladeira e mais um bom tempo fora, mas só de roupa íntima. A outra metade foi mantida confortavelmente aquecida. Nos dois grupos, praticamente todos desenvolveram a doença. Ou seja: a temperatura baixa, por si só, não facilita a contração de resfriados (o mesmo vale para as gripes e outras viroses). Entretanto, há mais gente resfriada no inverno. Por quê? Esclareça o mistério revelando que isso ocorre pela maior permanência em ambientes fechados, o que aumenta a probabilidade de contato com os microorganismos.

 

Alergia. Ilustração: Robles/Pingado
Imagem 1: O agente alergênico entra em contato com o linfócito B.
 
Alergia. Ilustração: Robles/Pingado
Imagem 2: O plasmócito produz imunoglobulina.
 
Alergia. Ilustração: Robles/Pingado
Imagem 3: Os anticorpos se fixam na parede dos mastócitos.
 
Alergia. Ilustração: Robles/Pingado
Imagem 4: Em contato com o agente invasor, as células liberam histamina, que provoca os sintomas da alergia.

 

2ª etapa 

Depois de explorar as viroses, é hora de explicar as alergias. Distribua aos alunos uma cópia do infográfico abaixo e proponha que tentem entender, juntos, como se os agentes alergênicos causam as manifestações alérgicas (rinites, sinusites, bronquites e asma).


O primeiro passo é entender o que são os agentes alergênicos ou alérgenos. Esse é o nome que se dá às substâncias que desencadeiam a alergia: pode ser um grão de polén, poeira, fumaça de cigarro, etc.

 

Ao entrar em contato com células do sistema imunológico chamadas de linfócitos B (responsáveis pela produção de anticorpos), os alérgenos são atacados por um anticorpo chamado imunoglobulina E (Ig-E).

 

Em seguida, outra célula de defesa do sistema imunológico, o plasmócito, é estimulado a produzir quantidades ainda maiores de Ig-E (veja a imagem 2).

 

Esses anticorpos circulam pelos tecidos e acabam se fixando na superfície dos mastócitos (células que contém substâncias envolvidas nos processos de reações alérgicas), deixando-os em estado de prontidão (conforme a imagem 3).

 

Se o corpo novamente for exposto ao alérgeno, ele entrará em contato com os mastócitos com lg-E (imagem 4). Estimuladas pelo agente invasor, essas células, liberam grandes quantidades de histamina, substância responsável por respostas imunológicas como tosse, coriza e espirros - os sintomas da alergia. A reação alérgica, portanto, é resultado dessa cadeia de eventos.

 

Em seguida, retome a questão: qual a relação das alergias com o inverno? Novamente, o vilão não são as baixas temperaturas, mas o ar seco típico da estação. Ele pode diminuir a produção de muco nas vias respiratórias, o que facilita o contato com os alérgenos. Além disso, algumas pessoas exibem reações de irritação nas mucosas - o que também as deixa mais vulneráveis a alergias - quando expostas a choques térmicos: ao sair de ambientes fechados e quentes, ficam expostos à queda brusca de temperatura, o que facilita a ocorrência de doenças.

Avaliação 

Verifique se todos conseguiram reconhecer os componentes ambientais que agravam as doenças respiratórias e como o organismo se comporta diante de um invasor, produzindo anticorpos. Verifique, também, se compreenderam que somente o frio não causa doenças, se conhecem os diferentes tipos de patologias que afetam as pessoas no inverno. Se considerar necessário, proponha algumas questões para uma avaliação por escrito (qual a diferença entre gripe e resfriado? E entre viroses e alergia?) e retome os conceitos sobre os quais os alunos ainda têm dúvidas.

Créditos:
Ricardo Paiva
Formação:
Professor de Biologia do Colégio Santa Cruz, de São Paulo
Autor Nova Escola

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