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Mapeamento genético, um tema para experiências e debates

Publicado por 
novaescola
Objetivo(s) 

Entender e refletir sobre o impacto do mapeamento genético na ciência e na vida das pessoas

Ano(s) 
Material necessário 

Reportagem da Veja:

Desenvolvimento 
1ª etapa 

Introdução 

Qual é a diferença entre um ser humano, uma minhoca e uma espiga de milho? Até a semana passada, a ciência acreditava que a principal distinção estaria no número de genes. E agora, após a conclusão de 95% do seqüenciamento do genoma humano, os pesquisadores anunciam, perplexos, que nosso código genético é 30% do que se esperava. A reportagem de VEJA traz em detalhes as inúmeras implicações dessa descoberta. Mostra que algumas idéias, como a do desenvolvimento de clones idênticos, não passam de mitos, uma probabilidade minúscula entre as infinitas influências a que os organismos estão sujeitos. Se esses resultados nos jogam do Olimpo para um simples milharal, também abrem perspectivas enormes, um vasto campo de estudo para explicar tanta diversidade entre as espécies. Esse é o papel da boa ciência, conclui VEJA. A leitura com os alunos será enriquecedora - uma aula para você pincelar com debates, explicações e uma experiência para isolar o DNA da cebola.

Antes do dia escolhido para a aula, separe os materiais das experiências. Para a primeira você vai precisar de uma cebola, um copo de água, três lâminas de microscópio, três lamínulas, uma lâmina de barbear de boa qualidade, solução de orceína acética (1 grama do corante dissolvido em 100 mililitros de solução de ácido acético a 50%), microscópio, papel absorvente e uma tesoura de ponta fina. Uma semana antes da aula, lave a cebola e corte as raízes velhas com a tesoura. Mergulhe o vegetal na água com as raízes para baixo. Deixe a preparação perto de uma janela ensolarada, tomando o cuidado para não tirar a cebola do lugar. Acrescente água quando necessário. Aguarde o surgimento de raízes novas.
Para a segunda atividade prática serão necessários uma cebola grande, sal de cozinha, detergente comum, lamparina, tubo de ensaio, termômetro com escala até 110 graus Celsius, álcool, duas panelas pequenas, uma bacia com gelo, filtro de papel e suporte para filtro.

 

Após a leitura da reportagem, explique para a turma em linhas gerais como se fez o seqüenciamento genético humano. O quadro abaixo vai ajudá-lo nessa tarefa. O restante da aula você pode aproveitar para a primeira experiência: a observação dos núcleos celulares da cebola. Mostre para a turma o procedimento usado para preparar as raízes. Pegue a cebola de raízes novas, corte a ponta de uma delas (cerca de 1 centímetro) e coloque-a na lâmina de microscópio. Pingue duas gotas de orceína acética, de modo que cubram a ponta da raiz, e deixe em repouso por 30 minutos. Após esse tempo, cubra com lamínula, aproxime um papel absorvente em um dos lados e esmague com o polegar firmemente, tomando o cuidado de não quebrar a lamínula. Peça que a turma observe ao microscópio, inicialmente com pequeno aumento e depois com aumento maior. Sugira que façam um desenho do que observarem.

2ª etapa 

A segunda experiência mostrará os procedimentos para isolar o DNA da cebola. Pique o vegetal em pedaços quadrados de 0,5 centímetro de largura. Numa das panelas, misture 100 mililitros de detergente, uma colher de sobremesa de sal de cozinha e complete com água até formar 1 litro de solução. Mexa bem, separe 100 mililitros para juntar à cebola picada e coloque em banho-maria a 60 graus Celsius por 15 minutos. Em seguida, resfrie rapidamente a mistura colocando o recipiente na bacia com gelo. Mexa novamente. Coe a mistura com o filtro de papel. Jogue fora o bagaço e coloque o líquido resultante no tubo de ensaio. Despeje suavemente o álcool no tubo. O DNA se desloca para o álcool, no qual não é solúvel. Fica na superfície, em forma de filamentos brancos que podem ser retirados com palito.

3ª etapa 

Após essas atividades, peça que a turma prepare para a aula seguinte uma pesquisa sobre o Projeto Genoma Humano em jornais e revistas - como VEJA e Superinteressante - publicados no segundo semestre de 2000. As pesquisas estavam então em andamento e os resultados não eram tão abundantes como agora.

Proponha que os alunos comparem os dados obtidos na pesquisa com os resultados mostrados na reportagem. Eles devem identificar as informações que sofreram alterações e em que lapso de tempo isso ocorreu. Uma tabela com as principais descobertas dos dois períodos vai ajudar a comparação. Discuta com a classe a questão das janelas que se abrem, mencionada por VEJA. Ao fim, mostre que a Biologia, assim como outras áreas do conhecimento humano, está e estará sempre em construção.

Em seguida, lembre a turma que dos tempos de Mendel até agora os cientistas acumularam uma série enorme de informações. Sabemos das vantagens que essa tecnologia poderá proporcionar à humanidade. E as desvantagens? Se não houver regulamentação no uso das informações do nosso DNA, estaremos sujeitos à invasão de privacidade. Sofreremos restrições em nossas atividades, como no filme Gattaca, porque possuímos algum gene defeituoso ou não correspondemos a determinados padrões genéticos?

 

Veja também:

FILMOGRAFIA
Gattaca, a Experiência Genética
, Andrew Nicco, Columbia Tristar Vídeo, tel. (11) 5504-7000

 

Créditos:
Miguel Castilho Júnior
Formação:
Professor de Biologia do Colégio Lourenço Castanho, de São Paulo
Autor Nova Escola

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