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Grandes invenções que fizeram história

Publicado por 
novaescola
Objetivo(s) 

Esclarecer sobre a invenção e contexto em que objetos do cotidiano foram criados

Conteúdo(s) 

 

 

Ano(s) 
Tempo estimado 
3 Aulas
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Reportagem de Veja

Desenvolvimento 
1ª etapa 

Introdução

Será que realmente todas as invenções modernas vieram para facilitar a vida das pessoas? O texto de VEJA mostra que a criatividade está em alta, oferecendo muitos aparelhos e utensílios que podemos considerar indispensáveis. Outros, porém, não vingarão, principalmente porque têm pouca utilidade. Se há um problema, logo surge uma solução engenhosa, diz a reportagem. E talvez seja a intensidade desse vínculo que determina o fracasso ou sucesso do invento. O tema merece uma boa discussão com a turma e apresenta elementos para uma ampla pesquisa sobre criações que tiveram papel decisivo no cotidiano da sociedade.

Leia o texto com a turma e faça uma lista das invenções citadas. Peça que todos elejam aquelas que gostariam de usar ou ter, e as que consideram mais práticas e funcionais. Sugira a elaboração de um gráfico de barras representando o número de votos dado a cada item a fim de ressaltar as preferências da classe. Com base nessa sondagem, oriente uma discussão em torno da questão: o objeto mais desejado é também o mais útil? Isso deve possibilitar a identificação de opiniões semelhantes e divergentes.

Conte, então, que ao longo da história certas invenções produziram saltos de qualidade no dia-a-dia. Cite a técnica de fazer fogo, a roda, a agricultura, a criação de animais e a escrita. Enfatize que tudo isso moldou a civilização até poucos séculos atrás.

Distribua cópias do quadro "Eles Vieram para Ficar" (abaixo). Ele vai fundamentar um debate sobre a importância dos utensílios ali mencionados. Que outras engenhocas, segundo os adolescentes, devem ser acrescentadas à lista? Que tal o palito de fósforo, a lâmina de barbear, a luneta, a caneta esferográfica, o velcro e a penicilina?

 

Eles vieram para ficar
De alguma forma, o advento destes utensílios teve grande impacto no cotidiano da humanidade ou permitiu o surgimento de outras invenções igualmente importantes.

 

Fotos: Carlos Bessa; Marcos Lima; Raul Junior; Morguefile.com; Lia Lubambo; Carlos Cubi; Bia Parreas; Leo Feltran   GARFO
A primeira versão desse talher, ainda com dois dentes, nasceu na Itália, no século XI. Antes disso, os comensais seguravam os alimentos com as mãos ou os prendiam com uma faca. Quatro séculos se passaram até que o garfo fosse difundido por toda a Europa
Fotos: Carlos Bessa; Marcos Lima; Raul Junior; Morguefile.com; Lia Lubambo; Carlos Cubi; Bia Parreas; Leo Feltran   VIDRO
Conta-se que a descoberta do vidro foi acidental. Ela remontaria aos fenícios, mais ou menos no século II a.C., época do aperfeiçoamento da técnica de "soprar", utilizada até hoje. Na produção industrial, esse processo se dá por meio de injetores
Fotos: Carlos Bessa; Marcos Lima; Raul Junior; Morguefile.com; Lia Lubambo; Carlos Cubi; Bia Parreas; Leo Feltran   CLIPE
O primeiro prendedor de papel apareceu na Inglaterra em 1867, quando já se produzia arame de aço flexível. Antes do surgimento do clipe, as folhas eram furadas e presas por uma fita. A patente do invento, no entanto, foi concedida
ao norueguês Johan Vaaler em 1901
Fotos: Carlos Bessa; Marcos Lima; Raul Junior; Morguefile.com; Lia Lubambo; Carlos Cubi; Bia Parreas; Leo Feltran   ÓCULOS
Há registros indicando que os óculos surgiram na Itália durante o século XIII. Pode-se dizer que essa foi uma invenção decisiva para a humanidade, pois permitiu estender a vida ativa de inúmeras pessoas
Fotos: Carlos Bessa; Marcos Lima; Raul Junior; Morguefile.com; Lia Lubambo; Carlos Cubi; Bia Parreas; Leo Feltran   PAPEL
Introduzido pelos árabes na Europa por volta do século XIV, o papel já era produzido na China no século II. Com o surgimento da imprensa, novas técnicas de fabricação foram implementadas e os tecidos, antes usados como matéria-prima de livros, deram lugar à madeira
Fotos: Carlos Bessa; Marcos Lima; Raul Junior; Morguefile.com; Lia Lubambo; Carlos Cubi; Bia Parreas; Leo Feltran   ZÍPER
O primeiro fecho com ganchos e fendas foi patenteado em 1893, nos Estados Unidos. O encaixe era feito um a um. O sistema de correr que conhecemos hoje só foi inventado em 1913, no mesmo país
Fotos: Carlos Bessa; Marcos Lima; Raul Junior; Morguefile.com; Lia Lubambo; Carlos Cubi; Bia Parreas; Leo Feltran   CANETA
Surgiu por volta do século XVIII para substituir as penas de ganso. A caneta moderna só se popularizou após o desenvolvimento de tintas especiais em 1860. Para evitar a corrosão, passou-se a usar penas de ouro e, depois, irídio
Fotos: Carlos Bessa; Marcos Lima; Raul Junior; Morguefile.com; Lia Lubambo; Carlos Cubi; Bia Parreas; Leo Feltran   PAPEL-MOEDA
A criação do papel com valor de dinheiro teve lugar na China no século XI. A divulgação do papel-moeda e sua fabricação no Ocidente são méritos do mercador veneziano Marco Polo
Fotos: Carlos Bessa; Marcos Lima; Raul Junior; Morguefile.com; Lia Lubambo; Carlos Cubi; Bia Parreas; Leo Feltran   FECHADURAS
A mais antiga fechadura de que se tem notícia foi encontrada nas ruínas de Nínive, no atual Iraque, e datam de quatro milênios atrás. Os modernos sistemas de tambor foram propostos por Linus Yale Jr. em 1861


Fotos: Carlos Bessa; Marcos Lima; Raul Junior; Morguefile.com; Lia Lubambo; Carlos Cubi; Bia Parreas; Leo Feltran

 

 

2ª etapa 

Organize a turma em grupos e encarregue cada um de pesquisar um conjunto de invenções. As equipes devem indicar a época desses adventos e descrever como era a vida antes deles.

O resultado da pesquisa certamente vai gerar conhecimento e diversão. Para tanto, encaminhe sempre as discussões buscando situar os inventos no contexto em que surgiram. Para orientar a busca, recorra ao relato de algumas curiosidades. Chame a atenção, por exemplo, para as figuras masculinas da antiguidade romana. As estátuas do período reproduzem homens barbeados, aspecto que conseguiam por meio do doloroso processo de esfregar pedra-pomes no rosto para arrancar os pêlos. O posterior desenvolvimento da navalha foi, sem dúvida, um considerável avanço. Mas, para que a lâmina funcionasse a contento, precisava ser afiada com freqüência, o que exigia trabalho e disponibilidade de tempo. A gilete, descartável, superou esse obstáculo. Os marmanjos passaram a comprar a lâmina e sua afiação.

Destaque que determinadas criações ocorreram por simples acaso. O pão fermentado e o vidro se enquadram aqui. O primeiro provavelmente resultou da mistura de farinha de trigo com água e sal, feita por alguém que pretendia assá-la em seguida, mas sabe-se lá por que motivo deixou a massa crua esperando. Mais tarde, o protopadeiro deve ter notado que ela havia crescido e, uma vez assada, proporcionou um produto "fofo". E a história do vidro, qual é? Recomende que a pesquisa inclua descrições historicamente confiáveis e outras relatadas como lendas (uma origem do pão fermentado, por exemplo, deriva de uma lenda segundo a qual havia, na cozinha do inventor, uma estatueta do deus Pan. Daí viria o termo pão).

Outra curiosidade que vale menção diz respeito às condições de higiene que vigoravam até poucas décadas atrás. Os urinóis foram sucedidos por instalações higiênicas dotadas de um buraco ligado a um encanamento que levava os dejetos diretamente à fossa, com conseqüências catastróficas para os narizes próximos. Em 1875, James T. Henry e William Campbell tiveram a idéia de colocar um sifão na saída do vaso sanitário de maneira que se mantivesse um resíduo de água da descarga pairando nessa sinuosidade. Isso impediu a passagem do mau cheiro vindo da fossa.

A invenção fez tanto sucesso que os donos dos banheiros que dispunham desse recurso alardeavam o fato colocando em letras garrafais nas suas portas a sigla WC, que significa water closed - ou selado a água.

Avaliação 

Promova a apresentação dos resultados do trabalho e verifique os modelos mais duradouros de utensílios do dia-a-dia, os que mudaram com o tempo e os que desapareceram. Alguém se lembrou de mencionar as galochas? Comente os motivos do sucesso de cada invento. É oportuno enfatizar aspectos mercadológicos e culturais que influenciam no êxito de uma inovação. Se possível, peça que os alunos descubram os apelos publicitários relativos a cada uma.

Autor Nova Escola
Créditos:
Pierluigi Piazzi
Formação:
Professor de Física do Sistema Anglo de Ensino, de São Paulo

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