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Gramática com textos: Relações causais e explicativas no discurso argumentativo

Publicado por 
novaescola
Objetivo(s) 
  • Analisar as relações causais e explicativas no discurso argumentativo
  • Analisar os efeitos de sentido dos usos dos conectivos no discurso argumentativo
Conteúdo(s) 
  • Relações causais no discurso argumentativo.
  • Uso dos conectivos "pois" e "porque".

 

Ano(s) 
Tempo estimado 
Seis aulas
Desenvolvimento 
1ª etapa 

Introdução 

Esta é a penúltima de uma série de 16 sequências didáticas que fazem parte de um programa de estudo de gramática para 6º a 9º ano do Ensino Fundamental. Confira ao lado todas as aulas da série.

Há várias formas de organizar as ideias quando queremos expressá-las por meio de um texto, seja ele escrito ou falado. Uma delas é a argumentação. O que caracteriza essa opção é o encadeamento de proposições com o intuito de defender um ponto de vista. Essa articulação pode se dar por meio das chamadas conjunções lógicas, como o "pois" e o "porque". O efeito de causalidade característico de um texto argumentativo revela a relação entre duas ideias: uma é a causa, outra, a consequência. Conhecer as relações estabelecidas por essas conjunções é um requisito importante para o aluno ampliar sua capacidade de compreender e de produzir textos cada vez melhores.

Neste bloco de aulas, não está em jogo a distinção - difícil até para os gramáticos - entre as orações coordenadas explicativas e as subordinadas adverbiais causais. O interesse aqui incide nas relações causais e explicativas construídas no interior de pequenos trechos.

Peça que os alunos leiam o seguinte texto de Walnice Nogueira Galvão. O fragmento encontra-se no livro Guimarães Rosa, no qual a autora analisa o romance Grande Sertão: Veredas, publicado em 1956. Nele, diferentemente dos romances voltados para o Nordeste, o sertão remete aos campos mineiros, ricos em pequenos riachos - as veredas -, em gado solto por pastos a perder de vista e na ética dos jagunços. No trecho, a autora analisa o papel da criação extensiva do gado na economia brasileira.

TEXTO PARA LEITURA

A presença difusa e constante do bovino, em Grande Sertão: Veredas, recria o universo da pecuária extensiva, onde o gado é criado solto e não estabulado. A origem dessa maneira de criar gado remonta aos tempos coloniais, quando a atividade econômica prioritária se resumia às plantações às quais se reservavam as terras mais férteis e mais próximas do litoral, para minimizar os custos do envio da mercadoria para a metrópole. Espécie de parente pobre da economia colonial, a criação de gado dispensava investimentos e se contentava com um mínimo de mão-de-obra. Era, todavia, indispensável, pois alimentava todos aqueles envolvidos na agroindústria, primeiro da cana-de-açúcar e mais tarde de café. Socialmente, era uma atividade atraente, pois reservava-se aos homens livres, porque os distinguia do trabalho manual dos escravos.
GALVÃO, W. N. Guimarães Rosa. São Paulo: Publifolha, 2010 (Adaptado).

Depois da leitura, peça que os alunos identifiquem no texto as informações sobre a pecuária extensiva. É provável que o primeiro empecilho da atividade seja o teor do texto. Muitos alunos podem reclamar que o fragmento mais parece indicado à disciplina de História. Caso isso ocorra, discuta com eles o caráter interdisciplinar do conhecimento. Walnice Galvão, no pequeno livro Guimarães Rosa, parte das referências constantes ao gado em Grande Sertão para analisar a presença da pecuária extensiva no Brasil.

Após a realização dos exercícios pelos alunos, inicie junto com eles a análise do texto de Walnice. Leia o texto novamente. Diga aos alunos que ele tem o intuito de expor uma idéia e de analisá-la. Dessa forma, a clareza, a ausência de ambiguidades é um dos seus objetivos.

Inicie a análise, mostrando aos alunos que, mesmo quem não sabia o significado de pecuária extensiva não ficou perdido, pois o seu significado é explicitado no texto - é onde o gado é criado solto e não estabulado. Diga também a eles que o significado de "estabulado" pode ser inferido com base em nossos conhecimentos prévios: "estábulo" indica o lugar onde se prendem os bois, "não estabulado" significa não preso em estábulos.

No segundo período, há novas caracterizações da atividade: são dadas circunstâncias temporais de seu início entre nós - o período colonial - e se insinua a localização e a relação com outras atividades - a pecuária se deu fortemente no interior do país.

Os três períodos subsequentes trazem afirmações a respeito da pecuária extensiva e as explicam em seguida. A primeira diz que ela era uma prima pobre das outras atividades econômicas coloniais - dispensava investimentos e requisitava pouca mão-de-obra. Essa explicação, ao contrário dos dois próximos períodos, não possui um conectivo explícito.

Continue a análise e assinale a presença da conjunção "pois". As duas ocorrências marcam relações explicativas - a pecuária era indispensável, pois alimentava os envolvidos na atividade da agroindústria; ela era socialmente interessante, pois reservava-se aos homens livres e os distinguia dos escravos.

Para finalizar a análise, você pode dizer aos alunos que o texto não revela, mas insinua ideias a respeito da nossa formação socioeconômica. Uma é a relevância atribuída à exportação dos produtos agrícolas, outra é a valorização do trabalho livre.

Como tarefa para casa, solicite aos alunos que pesquisem os usos do conectivo "pois". Sugira que busquem em dicionários exemplos desses usos e os copiem no caderno.
 

2ª etapa 

Se você tiver acesso ao livro de Guimarães Rosa, você pode iniciar a aula, mostrando o exemplar aos alunos. Não se trata de indicar a leitura, nesse estágio escolar, mas de permitir a eles o contato inicial com uma referência importante da nossa literatura. A apresentação sucinta do enredo, a leitura de um pequeno trecho e uma informação perspicaz sobre o autor certamente deixarão marcas que poderão incentivar a leitura do romance no futuro.

Corrija a tarefa proposta. Reforce com os alunos o uso do "pois" como elemento conclusivo e como elemento explicativo. Alguns exemplos:

Ele chegou atrasado, não conseguiu, pois, entrar.
Eu não encontrei a chave, ela não estava, pois, em seu lugar.
Ele não chegou, pois não há ruído na casa.
Ele gostou da exposição, pois a indicou a todos os seus amigos.

Proponha aos alunos que escrevam um pequeno parágrafo, analisando o texto de Walnice Galvão. Nessa produção, eles devem usar a conjunção "pois" com o sentido de explicação. Ouça e comente a produção dos alunos.

3ª etapa 

Leia para os alunos o editorial abaixo, dedicado à água, publicado na Revista da USP, em junho/julho e agosto de 2006.

EDITORIAL

Com este número damos início à trilogia dos quatro elementos (água, terra, ar e fogo). Começamos com "Água" por razões quase óbvias. Se o corpo humano é quase 70% água, talvez essa seja uma ótima razão. Mas não sendo redundante, e não deixando de sê-lo, seria muito bom afirmar o velho bordão de que sem água não há vida. Vamos nos centrar no caso das grandes cidades. Como se daria a convivência de vários milhões de pessoas sem a utilização da água? Os romanos, já no seu tempo, tinham uma noção muito exata disso. E, aqui, cabe uma história divertida envolvendo o poeta Carlos Drummond de Andrade. Lá pelas tantas, vivendo no Rio de Janeiro, o bairro do poeta ficou sem água. O cidadão Drummond, indignado, escreveu uma carta aos jornais denunciando a falta do produto. Algumas pessoas, desavisadas, andaram recriminando publicamente tal fato. Afinal, por que um poeta do seu calibre iria descer do pedestal para reclamar de coisa tão banal? A resposta de Drummond foi de uma ironia que engolia a própria obviedade: "Sem água não posso tomar banho". Com muita propriedade, portanto, podemos dizer que sem água não temos comida na mesa, roupa lavada etc.

Acontece ainda que a questão da água hoje se impõe dado o ritmo alucinante de expansão de algumas cidades. Cansamos de ouvir, ver e ler que estamos com problemas graves de esgoto a céu aberto, de lixo (dos mais variados) contaminando rios e nascentes. Na cidade de São Paulo, por exemplo, convivemos há anos com esta moléstia: a poluição dos rios Tietê e Tamanduateí, que cortam a cidade - isso, para ficarmos apenas nos dois que são os mais visíveis, que ainda não foram enjaulados pela canalização e não deixaram de ser observados por uma população que nem sequer pressente sua presença.

Água é vida. Passamos por um momento em que a questão da água se coloca como problema a ser solucionado a médio prazo. Se isso não for feito, dizem muitos ambientalistas, será o colapso. Assim, convidamos o leitor atento a procurar neste dossiê um texto que lhe agrade, da filosofia à arquitetura - água doce ou salgada. É uma ótima ocasião de se entrar em contato com uma das grandes questões do nosso tempo.

Francisco Costa
Texto disponível neste link  
Acessado em 16 de novembro de 2010.

Após a leitura, pergunte aos alunos qual o objetivo do texto. Ouça-os e reitere o caráter de apresentação do tema analisado no dossiê e das razões que levaram a essa escolha.

Em seguida, peça aos alunos que releiam o texto e identifiquem o uso de uma palavra com valor conclusivo que possa ser substituída pela conjunção "pois", com esse valor. Veja se identificaram a conjunção conclusiva "portanto" no trecho Com muita propriedade, portanto, podemos dizer que sem água não temos comida na mesa, roupa lavada etc.

Assinale aos alunos que a conjunção "pois" insere-se entre duas vírgulas quando possui valor de conclusão. Já quando possui valor explicativo, a vírgula a antecede.
Proponha aos alunos que escrevam um parágrafo apresentando, segundo as ideias do editorial, as razões que levaram à escolha do tema da revista. Nesse parágrafo, eles devem usar a conjunção "porque" com o valor de causa.

4ª etapa 

Escreva no quadro o seguinte texto e leia-o em voz alta para os alunos.

TEXTO PARA LEITURA

Como os jovens delinquentes receberam muito mais trocas agressivas com o mundo exterior (família) do que amorosas, aprendem a conseguir a realização de suas necessidades mediante a violência ou força. Na medida em que crescem, cada vez que desejam algo, buscam obter o que sentiam como necessidade por meio dos furtos, roubos, estupros, homicídios, uso de tóxicos etc., o que, por sua vez, evidencia sua indiferenciação entre o eu e o não-eu e uma defesa compulsiva contra o profundo sentimento de privação. Ao enfrentar a crise da adolescência, onde tanto os impulsos agressivos como os libidinais estão exacerbados, estes menores não encontram um ambiente capaz de abarcar seus desequilíbrios momentâneos, o que favorece, mais uma vez, o aparecimento de atuações criminosas, muitas vezes, irreversíveis.
Disponível neste link
Acessado em 16 de novembro de 2010.

Solicite que, em duplas, os alunos reflitam sobre o texto e expliquem, por meio de um pequeno texto, os mecanismos utilizados em sua construção. Discuta as respostas dos alunos. Nesse momento, mostre como o texto acima parte de uma afirmação tomada como verdade e causa da violência - os jovens delinqüentes receberam muito mais trocas agressivas com o mundo exterior (família) do que amorosas. Ou seja, devido a essa causa eles aprendem a conseguir a realização de suas necessidades mediante a violência ou força. Essa consequência atua como causa de outra cadeia, gerando outra consequência, pois esses jovens, quando crescem, cada vez que desejam algo, buscam obter o que sentiam como necessidade por meio dos furtos, roubos, estupros, homicídios, uso de tóxicos etc.

Solicite aos alunos que reescrevam o primeiro período do texto, invertendo a ordem causa-consequência e utilizando a conjunção "porque". Uma possibilidade de reescrita é: Os jovens delinquentes aprenderam a realizar suas necessidades por meio da violência porque receberam mais trocas agressivas com o mundo exterior que amorosas.

Discuta com os alunos a diferença de sentido das duas construções. A anteposição da causa, como ocorre no texto original, sugere um fato conhecido e aceito pelo interlocutor. A anteposição da consequência atenua o caráter persuasivo da construção causal.

Após a correção da atividade, proponha a eles que, em dupla, busquem conjunções ou locuções conjuntivas que estabeleçam relações de causa e consequência e reescrevam o trecho acima utilizando uma dessas formas. A tarefa deve ser iniciada em classe e concluída em casa.

5ª etapa 

Realize a correção da tarefa proposta na aula passada. Entre as possibilidades de conjunções encontramos: pois, já que, uma vez que, dado que, visto que. Em seguida, apresente à turma o texto Brinquedos, de Roland Barthes. O texto foi escrito pelo crítico francês nos anos 1950; portanto, há quase sessenta anos. Nele, Barthes analisa os brinquedos franceses do período e os toma como uma reprodução do mundo adulto. O texto pode oferecer alguma dificuldade para os estudantes, mas deixe a eles - a atividade deve ser realizada em duplas - a tarefa de procurar entendê-lo.

Em seguida, informe os alunos que, na próxima aula, eles deverão escrever um texto argumentativo analisando o papel dos brinquedos nos dias atuais, concordando ou não com as ideias de Barthes. Para ajudá-los nessa tarefa, proponha que, em casa, eles releiam e discutam o texto do filósofo com pais, irmãos mais velhos, tios ou outras pessoas da comunidade.

BRINQUEDOS

O adulto francês considera a criança como um outro eu; nada o prova melhor do que o brinquedo francês. Os brinquedos vulgares são assim, essencialmente, um microcosmo adulto; são reproduções em miniatura de objetos humanos, como se, para o público, a criança fosse apenas um homem pequeno, um homúnculo a quem só se pode dar objetos proporcionais ao seu tamanho.

As formas inventadas são muito raras; apenas algumas construções, baseadas na habilidade manual, propõem formas dinâmicas. Quanto ao restante, o brinquedo francês significa sempre alguma coisa, e essa alguma coisa é sempre inteiramente socializada, constituída pelos mitos ou pelas técnicas da vida moderna adulta: o exército, a rádio, o correio, a medicina (estojo miniatura de instrumentos médicos, sala de operação para bonecas), a escola, o penteado artístico (secadores, bobes), a aviação (paraquedistas), os transportes (trens, citroens, lambretas, vespas, postos de gasolina), a ciência (brinquedos marcianos).

O fato de os brinquedos franceses prefigurarem literalmente o universo das funções adultas só pode evidentemente preparar a criança a aceitá-las todas, construindo para ela, antes mesmo que possa refletir o álibi de uma natureza que, desde que o mundo é mundo, criou soldados, empregados do correio e vespas. O brinquedo fornece-nos assim o catálogo de tudo aquilo que não espanta o adulto: a guerra, a burocracia, a fealdade, os marcianos etc. Aliás, na realidade, não é tanto a imitação que constituí o signo da abdicação, mas sim a literalidade dessa imitação: o brinquedo francês é, em suma, uma cabeça mirrada de índios jivaro - onde se reencontram numa cabeça com proporções de uma maçã, as rugas e os cabelos do adulto.

Existem, por exemplo, bonecas que urinam: possuem um esôfago, e se lhes dá mamadeira, molham as fraldas; sem dúvida, brevemente, o leite transformar-se-á em água, em seus ventres. Pode-se, desta forma, preparar a menininha para a causalidade doméstica, "condicioná-la" para a sua futura função de mãe. Simplesmente, perante este universo de objetos fiéis e complicados, a criança só pode assumir o papel de proprietário, do utente, e nunca o do criador; ela não inventa o mundo, utiliza-o: os adultos preparam-lhe gestos sem aventura, sem espanto e sem alegria. Transformam-na num pequeno proprietário aburguesado que nem sequer tem de inventar os mecanismos de causalidade adulta, pois já lhes são fornecidos prontos: ela só tem de utilizá-los, nunca há nenhum caminho a percorrer.

Qualquer jogo de construção, se não for demasiado sofisticado, implica um aprendizado de um mundo bem diferente: com ele a criança não cria nunca objetos significativos; pouco lhes importa se eles têm um nome adulto: o que ele exerce não é uma utilização, é uma demiurgia: cria formas que andam, que rodam, cria uma vida e não uma propriedade; os objetos conduzem a si próprios, já não são uma matéria inerte e complicada na concha da mão. Mas trata-se de um caso raro: o brinquedo francês, de um modo geral, é um brinquedo de imitação, pretende formar crianças-utentes e não crianças criadoras.

O aburguesamento do brinquedo não se reconhece só pelas suas formas, sempre funcionais, mas também pela sua substância. Os brinquedos vulgares são feitos de uma matéria ingrata, produtos de uma química, e não de uma natureza. Atualmente muitos são moldados em massas complicadas: a matéria plástica tem assim uma aparência simultaneamente grosseira e higiênica, ela mata o prazer, a suavidade, a humanidade do tato. Um signo espantoso é o desaparecimento progressivo da madeira, matéria um tanto ideal pela sua firmeza e brandura, pelo calor do seu contato; a madeira elimina, qualquer que seja a forma que sustente, o golpe de ângulos demasiado vivos, e o frio químico do metal: quando a criança manipula ou bate com ela onde quer que seja a madeira não vibra e não range, produz um som simultaneamente surdo e nítido; é uma substância familiar e poética que deixa a criança permanecer numa continuidade de tato com a árvore, a mesa, o soalho. A madeira não magoa, não se estraga também; não se parte, se gasta, pode durar muito tempo, viver com a criança, modificar pouco a pouco as relações entre o objeto e a mão; se morre, é diminuindo, e não inchando com esses brinquedos mecânicos que desaparecem sob a hérnia de uma mola quebrada. A madeira faz objetos essenciais, objetos de sempre. Ora, já praticamente não existem brinquedos de madeira só possível, é certo, numa época de artesanato. O brinquedo é doravante químico, de substância e de cor; a própria matéria- prima de que é construído leva a uma cenestesia da utilização e não do prazer. Estes brinquedos morrem, aliás, rapidamente, e, uma vez mortos, não têm para a criança nenhuma vida póstuma.

BARTHES, Roland. "Brinquedos" . In: Mitologias. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999, pp. 40-42 (com cortes)

 

 

Avaliação 

Nesta aula final, as duplas deverão redigir o texto argumentativo anunciado na aula anterior. Eles devem usar pelo menos três conjunções indicativas de relações de causa e consequência. Analise os trabalhos, faça seus comentários para cada dupla e, com base neles, peça a reescrita dos textos. O conjunto da obra pode ser transformado em uma publicação da turma ou ser exposto em murais na escola para acesso dos demais alunos.

Créditos:
Conceição Aparecida Bento
Formação:
Doutora em Letras pela Universidade de São Paulo e professora universitária.
Autor Nova Escola

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