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Estude o Romantismo na literatura inglesa

Publicado por 
novaescola
Objetivo(s) 

Perceber características do Romantismo e suas influências

Ano(s) 
Tempo estimado 
3 aulas
Material necessário 
Desenvolvimento 
1ª etapa 

Introdução
A edição especial de VEJA oferece dois momentos de extrema importância para que você amplie a visão dos alunos sobre os pressupostos do romantismo, na literatura inglesa.


Prepare o pessoal oferecendo uma visão geral do período romântico inglês e da era vitoriana, localizando, num passeio rápido, alguns momentos e autores significativos: o romance histórico de sir Walter Scott e o romantismo de Jane Austen; a prosa vitoriana de Charles Dickens; a poesia vitoriana de Lord Alfred Tennyson; os escritores de meados do século, como Emily Brontë, e os do vitoriano tardio, como Oscar Wilde.


 

2ª etapa 

Solicite que leiam os textos de VEJA sobre Lorde Byron e Jane Austen. Prepare trechos escolhidos do Prólogo de Baladas Líricas, de William Wordsworth (1770-1850) e Samuel Coleridge (1772-1834), considerado o manifesto do romantismo inglês, e de fragmentos de textos de Byron e Austen. Tenha-os em uma apresentação em powerpoint ou, ainda, em cópias xerox comuns.

Resgatando da aula anterior as características desse momento cultural e artístico, cujo pensamento influenciou toda a Europa, leve a turma à vivência da substituição da razão pela emoção. Disponha os textos e agrupe os alunos em duplas ou trios, dê a cada um dos grupos de trabalho a tarefa de relacionar a um ou mais fragmentos ao menos duas das afirmações (que você terá reproduzido, ao escolher o material) no quadro abaixo.

Feitas as associações, reagrupe-os para discutir quais poderiam ser falas de Byron ou de Austen, envolvendo, em suas respostas, os perfis de ambos, apresentados por VEJA. Peça que expressem a relação que consigam ver entre a vivência do romantismo com a própria postura pessoal frente ao seu eu e ao mundo.

Faça com que revelem onde, precisamente, encontraram beleza nos textos que você ofereceu e quanto se identificaram com as aparentes diferenças dos sonhos inatingidos de Byron e de Austen.

Como encerramento, leve-os a refletir sobre os vestígios do romantismo nos dias de hoje. Que há em comum entre as duas épocas? Como lidamos hoje com as oposições orgulho e preconceito, razão e sensibilidade?

3ª etapa 

Surpreenda e presenteie a turma com o filme Razão e Sensibilidade, de 1995 (atenção: a obra tem 135 minutos de duração!), e espere as reações.

Para seus alunos
Byron ou Austen?

"Ser humano significa, antes de tudo, recusar a ordem do mundo, apresentando a ordem com uma desordem que integra, apenas, os conformistas e apequenados."
"É direito do ser humano escolher a revolta, a diferença e até a morte."
"Preferimos a sombra à luz, o silêncio ao barulho, a melancolia à felicidade inacessível."
"É preciso ousar revoluções quando nos sentimos cansados de viver."
"Precisamos sentir, de modo exacerbado, todos os sentimentos humanos: o amor, a amizade, a raiva, a solidão, a tristeza e a dificuldade de viver."
"Somos homens porque não temos medo de quebrar tabus, olhar de frente a morte, flertar com a blasfêmia e de agir, tendo por limites os limites de nosso próprio coração."
"Escrevemos porque os desprovidos são os nossos verdadeiros interlocutores, os nossos heróis favoritos."
"O mal de viver está na dor, na introspecção, no abandono,no pecado, nas forças secretas que manipulam o homem e a arte de sonhar."
"O estado humano é de incerteza e insatisfação. É a onda de paixões que vem, entre as esperanças e a realidade, tomando a forma alternada de entusiasmo e sofrimento."
"A sensibilidade se associa ao tempo que passa, à nostalgia da infância e à importancia da memória."
"A natureza é confidente, coerente com nossa própria sensibilidade."
"Estamos cercados pelos muros de nosso eu e não temos capacidade de sair, pela sensibilidade, transportando-nos para o outro."
"Não amamos ninguém intensamente, porque não nos desligamos de nós mesmos: estamos aprisionados em nossa própria sensibilidade."
"Tudo o que queríamos era o vínculo do amor com outro, mas nossa natureza inconstante nos obriga a viver irremediavelmente sós."

Autor Nova Escola
Créditos:
Angelo Masson Neto
Formação:
Professor de Lingüística da FIAM, de São Paulo

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