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Esgrima adaptada

Publicado por 
novaescola
Objetivo(s) 
  • Apresentar aos alunos a esgrima e seus principais movimentos.
  • Relacionar a história da luta com a cultura em que ela foi criada.
Conteúdo(s) 

Lutas.

Ano(s) 
Tempo estimado 
12 aulas.
Material necessário 
  • Bolas de tênis (ou de borracha) pequenas, jornal e giz branco.
Desenvolvimento 
1ª etapa 

Pergunte se alguém conhece uma luta que utilize espadas e o que sabe sobre ela. Quando a esgrima for citada, peça que os alunos contem mais sobre o que conhecem. Com base nessa conversa inicial, sugira que procurem no texto disponível no site da Confederação Brasileira de Esgrima questões relacionadas aos momentos históricos dessa luta e à origem da palavra esgrima e em quais momentos ela foi praticada apenas como esporte. Você pode debater essas questões ao longo de todas as aulas, trabalhando o conteúdo teórico junto com a parte prática.

2ª etapa 

Hora de trabalhar a defesa e os golpes iniciais. Metade da turma deve formar um círculo, deixando os demais dentro dele. Os que estão formando o círculo não podem sair do lugar, e o objetivo de quem está dentro é tocar o ombro de quem está parado. Quem for tocado troca de lugar com quem tocou. Os alunos poderão se proteger utilizando as mãos e evitando ser atingidos.

3ª etapa 

Já com todos em duplas, um em frente ao outro, peça para um aluno encostar o pé direito com o pé direito do colega e a palma da mão direita com a palma da mão direita do colega. O objetivo é encostar no ombro do colega apenas com a mão esquerda. Experimente depois também com mãos e pés esquerdos. Essa atividade trabalha a agilidade de ataque.

4ª etapa 

Agora, a dupla deve estabelecer uma pista de luta imaginária de mais ou menos 5 metros. Dê para cada um uma bola de tênis. Cada um fica de um lado dessa pista e deve encostar a bola em um local determinado do corpo do outro. É importante que a turma estabeleça as regras de toque em conjunto e que fique atenta a elas ao longo da luta. Uma possibilidade de pontuação: ao tocar (ou ser tocado), o aluno deve parar imediatamente e voltar para o seu lado, começando o jogo de novo. Também defina com a turma o número de toques que deverão ser dados para depois trocar de dupla. Outros materiais podem ser utilizados, como o giz branco (se os alunos usarem camisetas pretas), o giz colorido (se estiverem com camisetas brancas) ou até mesmo uma espada adaptada com jornal e tinta guache.

5ª etapa 

Converse com os estudantes em uma roda final sobre as principais dificuldades encontradas, enfatizando se foram respeitadas as regras tanto pelo adversário como pelo juiz, que pode ser você ou um aluno. Pergunte a relação com os textos lidos, se conseguiram adaptar as regras da esgrima institucionalizada e como poderiam adaptar outras lutas.

Avaliação 

Analise aspectos como participação, envolvimento e respeito aos colegas e às regras. A sugestão é montar, logo nos primeiros encontros, uma tabela de avaliação. Ela deve ser compartilhada com a turma, que conhecerá os critérios de forma objetiva.

Flexibilização 

Investigue as capacidades e limitações dos alunos e inclua também o texto presente no site do Comitê Paraolímpico Brasileiro. Leve os alunos a comparar os dois textos e a observar quais são as adaptações para lutadores com deficiência. Para alunos em cadeira de rodas com mobilidade nos membros superiores, por exemplo, é possível realizar as atividades com todos sentados, como ocorre nos Jogos Paraolímpicos. O grupo todo pode colaborar com sugestões de como incluir o colega. Na terceira etapa, é possível dividir a classe em dois grupos com funções distintas. Um deles faz a atividade completa e o outro fica sentado, treinando só com membros superiores. Durante as atividades, o jovem com deficiência não precisa ficar no papel de observador, mas pode participar ativamente. Ainda assim, nos momentos que a participação dele não for possível, explique a situação sem desmotivá-lo e trabalhe outros aspectos importantes na luta, como o debate. A conversa com o aluno com deficiência física deve ser juntamente com a turma, pois ele também foi incluído nas etapas anteriores. Contando sobre sua experiência e aprendizado na atividade, ele se sentirá pertencente ao grupo.

Deficiências 
Física
Créditos:
Eduardo Augusto Carreiro
Formação:
Professor de Educação Física, especialista em motricidade humana e gerente de esportes e lazer do Sesi, em São Paulo.
Créditos:
Daniela Alonso
Formação:
Psicopedagoga especialista em inclusão e selecionadora do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10.
Autor Nova Escola

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