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Conhecer seres vivos

Publicado por 
novaescola
Objetivo(s) 

Compreender as diferenças entre seres vivos e elementos não vivos.

Conteúdo(s) 

Caracterização de seres vivos

Ano(s) 
Tempo estimado 
1 mês
Material necessário 
  • pedra
  • semente de feijão
  • mosca comum (Musca domestica)
  • três potes de vidro de tamanho médio (250 mililitros) com tampa
  • conta-gotas
  • um punhado de terra e água
Desenvolvimento 
1ª etapa 

Comece perguntando aos alunos o que, ao nosso redor, está vivo. Qual é a diferença entre algo com ou sem vida? Peça que todos registrem suas ideias no caderno. Em seguida, anote no quadro as principais.
 

2ª etapa 

Explique que, para chegar a uma definição de ser vivo, os pesquisadores observaram - e ainda observam - o que ocorre na natureza. Assim como os cientistas, os estudantes também vão coletar informações sobre os elementos que a compõem. Proponha o seguinte experimento: numere três potes, forre cada um deles com 2 centímetros de terra e pingue 50 gotas de água sobre essa camada. No primeiro pote, coloque uma pedra, no segundo, uma semente e, no terceiro, uma mosca. Peça que as crianças escrevam no caderno suas hipóteses sobre o que deve ocorrer em cada pote após os seguintes intervalos de tempo: de um dia para o outro, após uma semana e dali a um mês.

3ª etapa 

Organize um calendário diário de observação dos potes, propondo que as crianças registrem, com anotações e desenhos, como estão os três elementos dentro dos potes. Ao fim de cada semana, elas deverão escrever um breve relatório, detalhando as mudanças e comparando com as hipóteses iniciais.

4ª etapa 

Depois de um mês, promova um debate para socializar as conclusões dos alunos. Explique que, de forma geral, os seres vivos se diferenciam dos objetos inanimados por serem capazes de agir ou reagir diante das circunstâncias do ambiente. Aprofunde a reflexão discutindo sobre as necessidades básicas dos dois seres observados. Uma semente de feijão colocada dentro de um pote com terra e água pode germinar em poucos dias, pois precisa apenas de matérias-primas simples para produzir energia (água e gás carbônico, presentes no pote) para se desenvolver.  Já uma mosca não conseguirá sobreviver mais do que um dia ou dois, pois necessita de matérias-primas complexas (moléculas orgânicas, ausentes do pote). Caso a semente não germine, avalie com a garotada o que ocorreu: faltou exposição ao Sol? E ar? A dose diária de água foi inadequada?

5ª etapa 

Utilizando livros ou enciclopédias, peça que os alunos leiam uma definição tradicional de ser vivo (organismo que "nasce, cresce, se reproduz e morre"). Quais desses processos não foram vistos no experimento? Com o apoio da leitura, discuta com a turma como eles ocorrem em animais e vegetais.

Avaliação 

Peça que os alunos escrevam uma síntese do mês de observações, identificando quais dos três objetos são seres vivos e quais são inanimados e explicando as transformações ocorridas no período. Nessa produção, verifique se eles conseguem descrever as principais características dos seres vivos, se diferenciam plantas e animais e se correlacionam a morte da mosca e o crescimento do pé de feijão aos estímulos ambientais.

Flexibilização 

Pense em um aluno com deficiência visual que está aprendendo o braile, já iniciou o aprendizado, mas ainda não tem ritmo ou muitas habilidades para trabalhar com a máquina de escrever na classe.

Na 1ª etapa, o professor propõe a participação oral de todos os alunos. Observe que ao direcionar a palavra ao aluno cego deve falar seu nome - uma prática que deve tornar-se habitual em classe. Lembre que ele não vê a comunicação gestual ou corporal. No momento de registro, proponha duplas para que um colega sirva como escriba. Quando fizer o quadro com as principais respostas, sempre leia o que escreve para que o aluno cego participe. Se houver parceria com o AEE, esse quadro poderá ser transcrito em braile para que o aluno tenha o material e possa aprimorar o exercício com a escrita em braile.

Para a 2ª etapa, a "observação" pode ser tátil. Providencie potes maiores para a entrada da mão e peça que o aluno traga em braile os números e nomes de identificação dos potes, se for individual. Se essa construção, dos potes, for coletiva, use também o exercício de descrição do que está acontecendo. As crianças vão contando, ele ouve e todos ganham habilidades. Para o registro das hipóteses e das observações ele pode usar um gravador. Se for o caso, no AEE ele pode transcrever em braile. O mesmo vale para os relatórios semanal e final. Quanto ao diário, existem desenhos em braile, mas não podemos generalizar as habilidades ou os materiais disponíveis. A orientação é para que o professor investigue as habilidades e use os recursos disponíveis. A escola deve ter dicionário e livros para pesquisa em áudio ou braile. Uma sugestão é pesquisar acervo de distribuição no portal do MEC, além de instituições e bibliotecas públicas da cidade. Lembre-se, também, que o tempo para elaboração da escrita ou da transcrição pode ser maior. Por isso, é fundamental combinar prazos que possibilitem a atividade no AEE ou a colaboração da família do aluno com deficiência visual.

Deficiências 
Visual
Créditos:
Felipe A. P. L. Costa
Formação:
Biólogo e assessor científico do Parque da Ciência da Universidade Federal de Viçosa (UFV)
Créditos:
Daniela Alonso
Formação:
Psicopedagoga e Selecionadora do Prêmio Victor Civita Educador Nota 10 na categoria Inclusão
Autor Nova Escola

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