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Como ajudar as crianças a se colocarem no lugar do outro

Publicado por 
novaescola
Objetivo(s) 
  • Aproximar as crianças em torno de uma tarefa comum possibilitando uma atividade cooperativa; 
  • Conhecer a cultura lúdica de origem indígena; 
  • Conhecer uma escola de crianças com deficiência visual; 
  • Ajudar as crianças a se colocarem no lugar do outro;

Objetivo compartilhado com as crianças (produto final) 

  • Construção de brinquedos sonoros de origem indígena, a partir de sucatas, para doar a uma escola de deficientes visuais. 
Ano(s) 
Creche
Pré-escola
Tempo estimado 
4 meses
Material necessário 
  • Filmes e livros ilustrados sobre a cultura indígena
  • Catálogos de brinquedos para deficientes visuais
  • Objetos sonoros indígenas podem ser encontrados em lojas especializadas em brinquedos da cultura popular, feiras de artesanato, mercados e lojas de representações de etnias
  • Sucatas domésticas e industriais diversas, limpas e sem problemas de segurança e toxidade - Ferramentas diversas alicate, tesoura, martela, prego, arame, barbante, cola (sempre usadas com ajuda e supervisão do adulto)
Desenvolvimento 
1ª etapa 

Introdução 
Cuidar do outro implica compromisso com o semelhante, é ação pautada em princípios e valores. Implica em desenvolver solidariedade e compreensão, em ter uma dimensão ética e de respeito com as pessoas. Aprender a cuidar do outro implica num intenso processo de interação e de formação de vínculos.

O cuidado com o outro é concretizado em ações e atitudes realizadas para promover o conforto e o bem-estar do outro. O toque físico é uma das principais manifestações de cuidado e bem presente no cotidiano das crianças de educação infantil. O ato de tocar aproxima as crianças entre si.

Ao cuidar do outro a criança começa a exercitar a déia de se "colocar no lugar do outro", o que é, inicialmente, bastante difícil para as crianças tão pequenas. No entanto, por meio da forma como foram e são cuidadas pelos adultos e de como estes os auxiliam a perceber o que outro pode sentir, as crianças começam a desenvolver a empatia necessária para cuidar do outro.

Cuidar é ajudar, é suprir necessidades do outro, ajudá-lo a superar as dificuldades em que se encontra. Cuidar é também ajudar o outro a cuidar-se, orientar, educar, incentivar, estar junto. O cuidado efetivo é sentido como uma expressão de interesse e carinho.
Neste âmbito de experiência nossas idéias de Educação Infantil nos levam a querer crianças que possam acolher as diferenças, por meio da promoção de situações de igualdade e no auxílio à superação de diferenças.

Os trabalhos em pequenos grupos, o conhecimento e o respeito às diferenças, a ampliação do conhecimento de outros povos e culturas, pode gerar bons projetos de trabalho neste âmbito.

 

Atividade 1 - a professora apresenta às crianças um filme sobre alguma etnia africana ou indígena e conversa com as crianças sobre seu modo de vida, educação de crianças, alimentação.

Especificidades 

0 a 2 anos 
A criança a partir de 1 ano mais ou menos imita as ações dos adultos com s quais convive  - imita falas, gestos, expressões e reações. Percebe-se um início ainda incipiente desses cuidados com o outro quando as crianças começam a imitar os adultos em situações de cuidados, como por exemplo; tentar dar comida para seu colega ao lado, colocar a chupeta na boca de um bebê que chora, ninar uma boneca ou, até fazer "massagem" em outra crianças após ter sido massageada.

2 a 5 anos 
Nesta faixa etária a socialização começa a ganhar força. Ter um amigo do peito e agir em pares ou trios começa a fazer sentido para as crianças e um forte sentimento de pode aparecer entre elas. Nas brincadeiras é comum as crianças fazerem coisas ajudando umas às outras, uma ensinando à outra como joga um jogo ou como rolar um pneu
Já é possível nesta idade haver um sentimento de solidariedade quando alguém se machuca e alguns podem querer ajudar a cuidar do ferimento do outro. No entanto muitos preconceitos já se manifestam, assim como atitudes de intolerância que precisam ser tematizadas e conversadas claramente com as crianças. Por isso é muito importante que nesta faixa etária a criança possa conhecer a identidade cultural brasileira e a diversidade étnica que compõe o provo brasileiro

  

2ª etapa 

O mesmo é realizado a partir de livros informativos ilustrados.

3ª etapa 

A professora apresenta o projeto aos pais e pede a colaboração deles caso tenham material sobre os brinquedos africanos e indígenas ou brinquedos sonoros em casa para que as crianças tragam à escola.
 

4ª etapa 

A professora apresenta para as crianças uma diversidade de brinquedos sonoros de origem africana e indígena tais como chocalhos, bastões de ritmo, , matraca, trocano, pios de pássaros, entre outros.
 

5ª etapa 

As crianças são divididas em duplas por afinidade e livre escolha e convidadas a explorar em duplas os diferentes brinquedos, pesquisando do que e como são feitos.
 

 

6ª etapa 

Conversar sobre os brinquedos em roda de conversa.
 

7ª etapa 

Em duplas as crianças decidem qual dos brinquedos confeccionar.
 

8ª etapa 

A professora discute com as crianças se esse tipo de brinquedo tem valor para crianças que não enxergam bem.¿
 

9ª etapa 

Realização de uma atividade externa, conhecer escolas que atendem crianças com deficiência e conhecer os brinquedos que elas usam.¿

10ª etapa 

Conhecer e explorar catálogos de brinquedos para crianças com deficiência visual.
 

11ª etapa 

Escolher no sucatário, quais objetos podem ser usados para a confecção dos brinquedos sonoros.
 

12ª etapa 

As duplas levantam todo o material que vão precisar para fazer o brinquedo, tesoura, cola, papel, tinta, etc.
 

13ª etapa 

Em duplas confeccionam o brinquedo ajudando-se mutuamente
(quando não conseguem resolver um problema da confecção são incentivadas a buscar ajuda em outra dupla e/ ou à professora ¿ a professora auxilia as crianças sempre que julgar necessário).
 

14ª etapa 

A professora, com a ajuda das crianças e de seus pais, faz uma vistoria completa nos brinquedos para verificar se estão bem acabados e seguros.
 

15ª etapa 

As crianças empapelam e decoram uma caixa para colocar os brinquedos sonoros.

 

16ª etapa 

As crianças levam os brinquedos na escola de deficientes visuais
 

Autor Nova Escola

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