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A biologia dos vírus

Publicado por 
novaescola
Objetivo(s) 

Entender a biologia dos vírus;
Detalhar o conceito de coevolução dos vírus;
Compreender a dificuldade em extingui-los.

Conteúdo(s) 

Virologia;
Evolução;
Saúde

 

Ano(s) 
Tempo estimado 
Três aulas
Material necessário 
Desenvolvimento 
1ª etapa 

Introdução

A reportagem A morte de uma doença, publicada em VEJA, é motivo de muita comemoração! A revista informa que o vírus da peste bovina, que há séculos devastava rebanhos, é o segundo que a humanidade consegue eliminar. Aproveite a oportunidade para estudar com a moçada os vírus e as doenças causadas por eles. Contamine os alunos com essa ideia e bom trabalho!

Estrutura dos vírus

Apresente aos estudantes a reportagem A morte de uma doença, publicada em VEJA. Peça que leiam o texto e anotem o que julgarem mais importante. Aproveite para investigar aquilo que a turma já sabe sobre vírus, as informações que ainda não estão claras, quais os problemas conceituais que existem e as questões que mais chamam a atenção.

Proponha que os alunos escrevam no quadro as palavras-chave do texto. Em seguida, peça que tentem ligá-las, formando um mapa conceitual. Explique que esses mapas não buscam apenas classificar conceitos, mas sim relacioná-los e hierarquizá-los.

Ajude a moçada na construção do mapa. Aproveite o exemplo abaixo para direcionar o trabalho da turma. Fique atento à participação dos alunos nessa etapa do trabalho, ela será importante para a avaliação e para as etapas posteriores.

Exemplo de mapa conceitual construído com base nas informações contidas na reportagem de VEJA.

 

Mapa Conceitual


Mostre aos alunos que as possibilidades de ampliar o mapa são muitas. Quanto mais completo, melhor.

Em seguida, explique à turma que os vírus são organismos acelulares - não têm estrutura celular - e parasitas intercelulares obrigatórios. Eles só têm vida quando estão dentro de uma célula viva, seja de um animal, um vegetal, um fungo ou uma bactéria.

Conte aos alunos que os vírus aproveitam o maquinário da célula hospedeira para se replicar. É o chamado ciclo lítico ou lisogênico: o vírus prende-se à célula hospedeira; injeta seu material genético; mobiliza enzimas da hospedeira para fabricar novas partes do vírus (a proteína de sua cápsula e o material genético) que se montam formando um exército de novos vírus que invadirão as células vizinhas.

Se possível, apresente aos estudantes a animação sobre a replicação dos vírus produzida pela Fundação Centro de Ciências e Educação Superior à Distância do Estado do Rio de Janeiro- CECIERJ. 

Para finalizar, peça que os alunos copiem o mapa conceitual em seus cadernos. Fique também com uma cópia do material.

2ª etapa 

Mecanismos evolutivos

Agora que a turma relembrou o funcionamento dos vírus, é hora de questioná-los sobre a ideia principal do texto. Pergunte aos alunos por que é tão difícil extinguirmos um vírus. Ouça as hipóteses e explique que, para encontrar uma resposta completa, é preciso entender o processo evolutivo e os mecanismos pelos quais esses organismos se diversificaram.

Conte à classe que, diferente dos outros grupos de organismos, não há familiaridade genética nem relação evolutiva entre os diferentes tipos de vírus. Os membros das diferentes de famílias (são pelo menos 70) têm genes completamente distintos.

Explique aos alunos que os vírus se modificam paralelamente às mudanças ocorridas em seus hospedeiros. Um parasita só sobrevive se ele estiver "atualizado" contra as defesas do organismo em que está hospedado. Diga também que, para ser transmitido, o vírus precisa de um hospedeiro vivo. Sendo assim, é interessante que a quantidade de vírus não seja tão grande a ponto de matar o organismo que o carrega. Esta evolução paralela se chama coevolução.

Para que a turma entenda melhor, apresente alguns exemplos. Explique a eles que o vírus do sarampo precisa estar em contato constante com "novos pacientes" - depois de infectada, a pessoa desenvolve imunidade contra a doença. O sarampo depende, então, de grandes populações e tem dificuldade em sobreviver em grupos inferiores a 250 mil pessoas. Comente que essa restrição foi o que o isolou a doença das Américas até o início do século 16. Com a chegada dos europeus, o vírus invadiu o novo continente, causando a morte de milhares de nativos.

Informe, também, que a gripe H1N1 (ou gripe A suína) e a AIDS são exemplos de vírus que surgiram em um ponto do globo e, graças às facilidades de deslocamento atuais, espalharam-se por todos os continentes.

Conte que alguns vírus têm infectado o homem (caso da gripe A) e sofrido modificações acumulativas. Trata-se de mutações na espécie "original" que vão acontecendo ao longo do tempo, somadas às mudanças que acontecem no homem. O resultado é uma maior dificuldade de identificação do vírus e de busca por tratamentos. É o caso das grandes modificações ocorridas no vírus da gripe A no último século. Estas alterações fazem que com que os vírus deixem de ser reconhecidos pelos anticorpos e, com isso, surgem pandemias como a da Gripe Espanhola e a da Gripe H1N1.

3ª etapa 

Sintetizando o aprendizado

Recupere com seus alunos o mapa conceitual criado na primeira aula. Peça que os estudantes, em duplas, ampliem a teia de conceitos com base nos conhecimentos adquiridos. O novo mapa deve abordar as discussões sobre a evolução dos vírus, os mecanismos de coevolução, as epidemias, as vacinas etc.

Oriente os alunos a confeccionar os mapas em grandes folhas de papel (cartolina ou papel pardo). Peça que usem cores para representar as diferentes informações. Por exemplo, caixas azuis para as informações sobre a biologia dos vírus, amarelas para evolução etc. Lembre-os de incluir também setas e textos explicativos. Recolha os trabalhos no final da aula e corrija-os.

Avaliação 

A avaliação desta proposta pode se basear nos mapas conceituais construídos pela turma. Uma sugestão é pedir que cada dupla apresente seu trabalho aos colegas. A classe pode fazer considerações, correções e ajudar na avaliação de todos. Desta forma, a nota será defendida pelos grupos e negociada coletivamente.

 

Quer saber mais?

Internet
Construindo mapas conceituais - Romero Tavares (Revista Ciência & Cognição)
Sociedade Brasileira de Infectologia
Varíola e a Revolta da Vacina - Fundação Oswaldo Cruz

 

Créditos:
Luiz Caldeira Brant
Formação:
professor de Metodologia do Ensino da Universidade Federal de Santa Maria/UFSM
Autor Nova Escola

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