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Ambientes do campo e da cidade: modos de usar

Publicado por 
novaescola
Objetivo(s) 
  • Reconhecer aspectos do ambiente natural como suporte das paisagens rurais e urbanas e avaliar seu uso e aproveitamento.
  • Observar e reconhecer características de paisagens rurais e urbanas por meio da leitura de fotografias.
Conteúdo(s) 
  • Sistemas naturais
  • Ambientes do campo e da cidade
Ano(s) 
Tempo estimado 
3 aulas de 1 hora cada
Material necessário 

Fotografias de ambientes rurais e urbanos que mostrem a degradação do uso dos recursos naturais. Por exemplo, áreas desmatadas, rios e praias poluídas. Exemplos podem ser obtidos nos seguintes endereços:

http://img.dailymail.co.uk/i/pix/2007/06_01/plasticrubbish2R_468x317.jpg 

http://www.arikah.net/enciclopedia-portuguese/Polui%C3%A7%C3%A3o

http://www.scielo.br/img/revistas/rem/v56n1/0012i03.gif 

http://www.bandada.blogger.com.br/desmatamento666.jpg 

http://www.meioambienteurgente.blogger.com.br/vocoroca.jpg 

http://portaldacidadania.blogspot.com 

Texto: O desenvolvimento ecologicamente sustentável (em anexo)

Desenvolvimento 
1ª etapa 

Introdução 
Ao longo da história, os sistemas naturais têm sido incorporados à vida humana como extensão dos sistemas técnicos humanos. Essa incorporação deu-se progressivamente, desde a micro-escala até o nível planetário, e não poderia ser de outra forma, já que as sociedades humanas dependem dos recursos obtidos da natureza para garantir sua sobrevivência.

O modo de usar e incorporar os sistemas naturais pode significar a construção de ambientes onde a vida se desenrola com mais conforto, produtividade e justiça, além de manter os ecossistemas e os recursos necessários. Por outro lado, existem usos que comprometem o equilíbrio dos sistemas naturais e inviabilizam outras formas de utilização. Vale lembrar também que alguns elementos dos sistemas naturais não são controlados integralmente, como a dinâmica climática e os movimentos internos da crosta terrestre; nesses casos, as sociedades humanas desenvolveram sistemas de previsão, o que permite falar em um controle passivo da natureza.

Dessa forma, a noção de uso pode ser uma chave importante para compreender e avaliar o modo como esses sistemas vêm sendo apropriados pelas sociedades humanas. Não é o fato de o homem produzir novos ambientes que teria produzido riscos aos sistemas naturais e à própria vida humana. São alguns modos de usar a natureza que acabam por reduzir o potencial de tudo que a natureza pode oferecer. Os ambientes ficam comprometidos porque os sistemas naturais não são usados adequadamente.

Vejamos um caso exemplar: os rios que atravessam São Paulo, a maior aglomeração urbana do Brasil, estão hoje comprometidos integralmente pela deposição de esgotos, resíduos químicos e sólidos. Nessa situação, por uma série de razões, optou-se por um uso limitado dos rios, que passaram a ser encarados fundamentalmente como extensão dos incipientes sistemas técnicos de drenagem e saneamento básico da cidade. Essa escolha elimina outros usos potenciais dos rios. Do modo como estão hoje, não servem para a navegação, como espaços públicos e áreas de lazer ou para abastecimento de água e de alimentos. Para ampliar o uso dos rios é necessário recuperar o sistema hidrológico para que ele funcionasse mais plenamente. Em outras palavras, antes de deixar de usar os rios, seria preciso mudar os tipos de uso.

Esta seqüência didática convida os estudantes a examinar algumas situações e a avaliar os diferentes usos e finalidades dadas aos sistemas naturais, seja no campo ou na cidade. Com isso, poderão refletir sobre a garantia de sobrevivência para as sociedades atuais e também das gerações futuras.

Converse com os alunos informalmente sobre situações de uso inadequado dos ambientes. Peça que dêem exemplos que conhecem ou de que já ouviram falar. Nos exemplos trazidos pela turma, solicite que exponham quais seriam as prováveis causas das situações apresentadas e quais recursos ficaram comprometidos. Ouça as opiniões de todos e proponha em seguida que examinem as fotografias em anexo. Peça que observem os detalhes e que descrevam as características de cada um dos lugares, identificando problemas ambientais decorrentes de usos inadequados. Em pequenos grupos, eles poderão conversar sobre os eventuais usos que levaram a tais situações, organizar um pequeno quadro com as informações, numerando e nomeando as imagens e anotando problemas no uso e riscos oferecidos às pessoas e ambientes.

2ª etapa 

Retome os quadros preparados pelos alunos na aula anterior e, se necessário, complete com novas informações. Mostre, por exemplo, que a retirada das coberturas vegetais expõe o solo às águas das chuvas e ao escoamento superficial, contribuindo para acelerar processos erosivos e para intensificar o assoreamento de rios e córregos. Na cidade, a ocupação de encostas traz riscos de desmoronamento, ameaçando a vida de habitantes que não têm outras opções de moradia. No campo, o lençol de escoamento em solos expostos provoca ravinas ou escavações conhecidas como voçorocas, comprometendo a sua fertilidade. Destaque também que o acréscimo de matérias orgânicas nas águas dos rios pode causar o aumento do consumo de oxigênio pela ação de bactérias, comprometendo as formas de vida. Os dejetos jogados nos rios podem causar também a contaminação da água por resíduos tóxicos. Como já é conhecido, a poluição atmosférica por meio das instalações industriais, sistemas de energia e veículos compromete a qualidade do ar pelo acréscimo de diversas substâncias, como o dióxido de carbono e de enxofre, chumbo e materiais particulados.

Com base na observação das imagens, proponha que os estudantes tragam imagens com outras situações de uso inadequado dos sistemas naturais no campo e na cidade. Auxilie a turma a montar um painel coletivo com as imagens selecionadas e proponha que escrevam um título para o trabalho e legendas para as fotografias. Sugira à turma que pense sobre usos alternativos e sustentáveis para as situações apresentadas. Com os alunos, organize na lousa um texto coletivo com as principais idéias e conclusões.
 

 

Avaliação 

Para avaliar a aprendizagens dos alunos, leve em conta a produção realizada ao longo da seqüência didática. Leve em conta os objetivos previstos inicialmente para avaliar a evolução do aluno no que diz respeito à sua capacidade de expressão, escrita, compreensão do tema e da leitura e interpretação das imagens. Considere também a participação de todos nos trabalhos individuais e coletivos e nas rodas de conversa.

Anexo
O desenvolvimento ecologicamente sustentável 

A idéia de desenvolvimento sustentável ganha reconhecimento a partir do relatório ¿Nosso Futuro Comum¿, publicado em 1987 - conhecido como Relatório Brundtland e foi referendada também nas conferências mundiais sobre meio ambiente em 1992 (Rio de Janeiro) e 2002 (Johanesburgo). O documento leva o nome da coordenadora da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento da ONU que o preparou, a então primeira-ministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland. Apresenta 109 recomendações e a formulação do conceito aponta que: o desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades. Ele contém dois conceitos-chave: (1) o conceito de ¿necessidades¿, sobretudo as necessidades essenciais dos pobres no mundo, que devem receber a máxima prioridade; (2) a noção das limitações que o estágio da tecnologia e da organização social impõe ao meio ambiente, impedindo-o de atender às necessidades presentes e futuras [...] No contexto específico das crises de desenvolvimento e do meio ambiente surgidas nos anos 80 - que as atuais instituições políticas e econômicas nacionais e internacionais ainda não conseguiram e talvez não consigam superar -, a busca do desenvolvimento sustentável requer: um sistema político que assegure a efetiva participação dos cidadãos no processo decisório; um sistema econômico capaz de gerar excedentes e know how técnico em bases confiáveis e constantes; um sistema social que possa resolver as tensões causadas por um desenvolvimento não equilibrado; um sistema de produção que respeite a obrigação de preservar a base ecológica do desenvolvimento; um sistema tecnológico que busque constantemente novas soluções; um sistema internacional que estimule padrões sustentáveis de comércio e financiamento; um sistema administrativo flexível e capaz de autocorrigir-se. 

 

Quer saber mais?

BIBLIOGRAFIA
Clima e meio ambiente
, de José Bueno Conti. Atual, 1998 (Série Meio Ambiente).

Dossiê Terra, de Thomas Hayden/National Geographic Brasil. Abril, 2007.

Espaço e modernidade: temas da Geografia do Brasil, de Jaime Oliva e Roberto Giansanti. Atual, 1999 (Seção 5 ¿ Os sistemas naturais e o espaço geográfico no Brasil).

O desafio do desenvolvimento sustentável, de Roberto Giansanti. Atual, 1998 (Série Meio Ambiente).

O meio ambiente, de Jacques Vernier. Papirus, 1994. 

 

 

Créditos:
Roberto Giansanti
Formação:
Professor de Geografia, autor de livros didáticos para Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos e consultor educacional
Autor Nova Escola

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