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A ação das drogas no organismo humano

Publicado por 
novaescola
Objetivo(s) 

Estudar os mecanismos de ação e os efeitos de drogas alucinógenas, depressoras e estimulantes no organismo.

Conteúdo(s) 

 

 

Tempo estimado 
Duas aulas.
Material necessário 

Este plano de aula está ligado à seguinte reportagem de VEJA:

Desenvolvimento 
1ª etapa 

Introdução 

A reportagem "Nu, cru e sem retoques", publicada na Veja, fala sobre o crack, uma droga extremamente potente, cerca de cinco vezes mais do que a própria cocaína. O texto suscita um debate a ser feito em sala de aula, não só sobre a palavra drogas, mas também sobre o que essas substâncias químicas provocam no organismo e quais riscos à saúde podem estar relacionados ao uso indiscriminado delas.

Comece a aula com a leitura da reportagem "Nu, cru e sem retoques", publicada em VEJA. Em seguida, converse com a turma sobre os variados tipos de drogas, quais são as lícitas e quais são as ilícitas. Aproveite, para isso, o plano de aula Desvendando as drogas.

Questione os estudantes sobre a ideia eles têm a respeito das seguintes drogas: cocaína, crack, maconha, opiácios, ecstasy e anfetaminas. Esclareça que o mais importante não é apenas saber que todas essas substâncias são drogas, mas, sim, o que cada uma pode causar no organismo humano.

Use como exemplo o crack. Conte à classe que atualmente vemos muitos folders, cartazes, outdoors e propagandas televisivas com o slogan "crack, nem pensar". Ao mesmo tempo, no entanto, o consumo da droga no Brasil tem se espalhado de maneira incontrolável. As estatísticas apontam para mais de um milhão de usuários. Isso se deve ao fácil acesso a esta droga, às "cracolândias" e ao preço baixo. Questione a classe, então, sobre a eficiência das campanhas de prevenção ao consumo da droga.

Inclua no debate, também, a gravidade da dependência ao crack. Explique que, com algumas doses -  às vezes, até no primeiro contato - o usuário pode tornar-se viciado. Deste modo, o crack vem se alastrando nas mais variadas camadas sociais como se fosse um rastilho de pólvora. Diga à turma que o dependente da droga, após algum tempo de uso, continua a consumi-la para fugir do desconforto da síndrome de abstinência - a depressão e a ansiedade, comuns a outras drogas estimulantes.

Como resultado do debate, faça no quadro uma tabela com as principais características do crack. Aproveite o modelo abaixo.
 

O que é? Quais as reações? O crack e o organismo Por que é uma droga mais forte? Consequências e dependências
É uma mistura de cocaína em pó, bicarbonato de sódio ou amônia e água destilada, o que resulta em grãos bem pequenos, que podem ser fumados. Aumento na pressão arterial, tremor muscular e excitação acentuada, aceleração dos batimentos cardíacos, dilatação das pupilas, sensações de aparente bem-estar, suor intenso, etc. O crack pode levar à morte. A grande concentração da droga no Sistema Nervoso Central (SNC) pode  ocasionar lesões irreversíveis no cérebro. O crack faz com que a dopamina, responsável pelas sensações de prazer no corpo, euforia e excitação, permaneça por um tempo maior. Em altas concentrações, pode provocar sintomas paranóicos. Para continuar com todas essas sensações, o usuário utiliza com maior frequência e em maior quantidade. A detecção da ausência do crack no organismo vem a cada 15 minutos. Esta dependência incontrolável leva a depressão, ansiedade, comportamento violento, etc.

 

Para concluir a aula, solicite que a turma se divida em grupos e realize uma pesquisa no formato da tabela acima. Cada grupo deve eleger uma droga alucinógena, uma estimulante e uma depressora e ir atrás das informações solicitadas.

2ª etapa 

Comece a aula com a apresentação da pesquisa feita pelos alunos. Assista atenciosamente cada apresentação, intervindo quando necessário com perguntas e explicações referentes a cada tipo de droga. Após a apresentação, mostre para a classe duas animações encontradas no site da Universidade de Utah: Mouse Party (mostra o mecanismo de ação das drogas nos sistemas moleculares) e Drugs of Abuse (mostra as reações do organismo após o consumo de determinada droga).

Como as animações estão em inglês, a medida que for mostrando-as para a garotada, explique o que está acontecendo com os neurotransmissores, como o organismo funciona na ausência da droga e na presença da mesma. Por exemplo: quando for mostrar o mecanismo de ação da maconha (droga mais conhecida e utilizada) explique que o químico ativo dessa droga é o THC, muito semelhante a uma substância endógena do nosso organismo, a anandamida. Essa substância atua bloqueando canais nas células pelos quais passam neurotransmissores inibidores da liberação da dopamina (neurotransmissor relacionado à sensação de prazer). A anandamida possui uma ligação fraca com o canal pelo qual os receptores inibidores saem, porém o THC possui uma ligação forte, consequentemente, permitindo que grandes quantidades de dopamina sejam liberadas. Mostre e explique também as diferenças entre o mecanismo de ação de uma droga depressora (por exemplo, o álcool) e de uma estimulante (por exemplo, as anfetaminas).

Ao final da aula, solicite que os alunos escrevam um resumo ou façam um mapa conceitual sobre como as diferentes drogas agem no organismo.

Avaliação 

Para avaliar a turma, utilize a participação e o interesse dos alunos durante as aulas. Analise também a pesquisa e mapa conceitual produzidos na última aula.

Autor Nova Escola
Créditos:
Micheli Bordoli Amestoy e Cláudia Sirlene de Oliveira
Formação:
do Centro de Ciências Naturais e Exatas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Rio Grande do Sul.

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