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A ação da insulina no organismo

Publicado por 
novaescola
Objetivo(s) 
  • Reconhecer a ação da insulina no organismo;
  • Identificar as principais causas da diabetes
Conteúdo(s) 
  • Saúde
  • Fisiologia humana

 

Ano(s) 
Tempo estimado 
Duas aulas
Material necessário 
Desenvolvimento 
1ª etapa 

A reportagem O meu com adoçante, por favor, publicada em VEJA, mostra o aumento no uso de adoçantes e as diferentes versões deles. O texto é um bom ponto de partida para debater em sala de aula os riscos e cuidados que devemos ter ao usar essas substâncias, bem como o processo metabólico do açúcar no organismo. Prepare seu paladar e bom trabalho!

Comece a aula perguntando à classe quem gosta de doce. Boa parte dos alunos deve levantar a mão. Pergunte, então, qual a razão de precisarmos tanto de açúcar. A resposta não é por mero prazer, mas por necessidade. Explique à moçada que nosso cérebro se beneficia deste monossacarídeo. A regulação do metabolismo da glicose é de extrema importância na manutenção da nossa saúde.

Detalhe o assunto com a turma, utilizando o texto abaixo.

Texto de apoio ao professor - Glicose e diabetes 

O processo de absorção e liberação da glicose no sangue é regulado por hormônios, sendo a insulina o principal deles. Ela é produzida e secretada no pâncreas e ajuda a baixar os níveis de glicose no sangue, promovendo sua absorção e estocagem. Quando este processo não funciona bem pode ocorrer a diabetes (aumento anormal da glicose no sangue).

As formas de diabetes mais frequentes são a Tipo 1 (típica da infância) e a Tipo 2, associada a idades mais avançadas, mas que vem aumentando sua incidência entre jovens, relacionada - em parte - à obesidade.

A diabetes afeta 246 milhões de pessoas e cresce assustadoramente nos países emergentes. Uma hipótese é que essa população tem acesso, agora, a alimentos mais calóricos e os consome de forma exagerada.


Apresente à turma o mapa abaixo. Ele mostra a projeção da porcentagem da população com diabetes em 2025.

imagem

http://www.oxan.com/worldnextweek/2007-11-08/g/Diabetes_Map_Large.jpg 
Fonte: Federação Internacional de Diabetes, 2006.

Relembre com a turma o metabolismo da glicose em nosso organismo. Explique que a insulina tem como principal função promover a absorção de glicose. Quando uma pessoa saudável se alimenta, os níveis sanguíneos desse açúcar em seu corpo sobem (hiperglicemia). Com isso, as células pancreáticas detectam essa elevação e liberam mais insulina, estimulando o acúmulo de energia nos músculos e a formação de glicogênio (importante reserva de energia, localizada no fígado).

Por outro lado, quando a taxa de glicose no sangue está muito baixa (hipoglicemia), a taxa de insulina também diminui desencadeando o processo inverso. A liberação do glucagon (outro hormônio produzido no pâncreas) estimula o fígado e os músculos a quebrarem o estoque de glicogênio, liberando glicose.

O processo de controle da glicemia em nosso organismo

imagem

 


http://static.hsw.com.br/gif/diabetes-glucose-regulation.gif

Explique à moçada que, nos diabéticos, esse processo não funciona adequadamente. A insulina tem uma atividade baixa, sendo pouco eficiente na promoção da absorção de glicose pelas células dos músculos. No fígado, ela não consegue impedir a produção de mais glicose e a degradação do glicogênio.

Discuta com a turma quais as formas de se prevenir a diabetes sem acabarmos de vez com o prazer que os doces nos trazem. Diga que o tema será discutido na aula seguinte.

2ª etapa 

Comece a aula comentando com a turma que saborear uma boa refeição é um dos grandes prazeres do ser humano. O sabor dos alimentos é detectado, sobretudo, pela língua e seus receptores. Eles identificam pelo menos cinco sabores básicos: doce, azedo, salgado, amargo e umami (sabor presente na culinária oriental, encontrado no glutamato ou Ajinomoto, que se comercializa no Brasil).

Aproveite para exterminar um mito. Conte aos alunos que nossa língua não é mapeada! Não existem regiões pré-determinadas onde se sinta cada um dos cinco (ou mais) sabores. Comente com a moçada que um estudo publicado pela revista Nature em 2006 concluiu que os receptores para os sabores básicos estão espalhadas pela língua e que podem haver diferenças entre homens e mulheres e entre as diferentes culturas.
(mais informações em http://divulgarciencia.com/categoria/mapa-da-lingua/)
Diga, também, que os receptores para doce são os que mais nos agradam - independente de em que parte da língua estejam.

Questione a classe se os adoçantes naturais ou artificiais saciam esse desejo por doce. Explique que sim. A maioria deles é utilizada como alternativa às calorias do açúcar comum. Alguns adoçantes são vantajosos porque conseguem adoçar muito em pequenas quantidades. Outros não são digeridos - com isso, conseguem adoçar e são eliminados da mesma forma como foram ingeridos.

Pergunte aos estudantes, então, se existe algum risco no consumo de adoçantes. Explique que, apesar de não haver nenhum consenso científico sobre a questão, é importante moderar o consumo.

Para aprofundar a discussão, divida os alunos em sete grupos e leia com eles a reportagem O meu com adoçante, por favor, publicada em VEJA.

Proponha que cada grupo se responsabilize por um tipo de adoçante (sucralose, aspartame, sacarina etc.) apresentado na revista. Os grupos devem pesquisar:

- Onde o adoçante aparece - não só nos alimentos, mas também em remédios, pastilhas para garganta, vitaminas, pastas de dente.
- Como age no organismo.
- Quais os cuidados devem ser tomados.
- Quanto custam - muitas indústrias usam os adoçantes porque são mais baratos. O aspartame, por exemplo, custa três vezes menos que o açúcar.

Antes de liberar a turma para a pesquisa, lance a seguinte pergunta: adoçante engorda?

3ª etapa 

Reserve a última aula para a apresentação das pesquisas. Discuta com a moçada as informações encontradas. Peça que os grupos compartilhem com os colegas os resultados de suas investigações e faça um quadro síntese.

Para finalizar, retome a última pergunta da aula anterior. Explique que os adoçantes podem interferir na ¿contabilidade¿ natural do organismo - que faz as contas de quantas calorias precisamos. A lógica é simples: quanto mais doce e mais pesado, mais calorias têm. Desta forma, os adoçantes enganam nosso organismo, condicionando a informação de forma diferente. No limite desse novo aprendizado, ao ingerir adoçantes, nosso corpo pediria por calorias, ficaríamos mais gulosos, comeríamos mais e... engordaríamos mais.
 

Avaliação 

A tabela ampliada dos adoçantes pode ser um bom material para avaliação. Valorize as boas fontes de informação, a apresentação clara dos resultados e suas interpretações.

 
Créditos:
Luiz Caldeira Brant
Formação:
professor de Metodologia do Ensino da Universidade Federal de Santa Maria/UFSM
Autor Nova Escola

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